O COMÉRCIO VIMARANENSE “NÃO ESTÁ BEM”, DIZ DOMINGOS BRAGANÇA

Algumas das soluções ao “problema” são a intervenção urbana e encerramento ao trânsito de algumas ruas do centro histórico, bem como a promoção dos produtos locais. Insolvência da ACIG é “sintoma” do estado do comércio em Guimarães, diz o Edil.

© Mais Guimarães

O comércio nunca foi a força motriz da economia vimaranense — mas pode “vir a ser”. A ambição de desenhar um plano para que a área comercial cresça em Guimarães marcou parte do discurso de Domingos Guimarães, presidente do município, na reunião do executivo da última quinta-feira. Aos jornalistas, o Edil avançou que “está agendado um conselho consultivo para a economia” para “reunir com todos os comerciantes da cidade”, de forma a realizar “uma reflexão e um debate muito disruptivo para ver o que é preciso fazer” em Guimarães no que ao desenvolvimento comercial diz respeito.

Para chegar a esse ponto, segundo o que foi afirmado pelo executivo, fechar algumas ruas ao trânsito e impulsionar a dinâmica entre a câmara e os comerciantes. A resposta a este problema é “complexa”, mas Domingos Bragança explicou que a fórmula pode passar pela “intervenção urbana” para tornar pedonal a rua de Santo António, que “tem de ser uma rua de comércio por excelência”. “Se fecharmos ao trânsito, podemos começar por fazê-lo ao sábado e ao domingo. Não pode ser feito de uma vez só.” Outras áreas que poderão ter o mesmo destino são a zona Norte da Alameda, bem como a parte “superior e Norte do Toural”.

A configuração pedonal segue o investimento em parques de estacionamento no (ou perto do) centro histórico, como é o caso do de Camões, a completar o primeiro trimestre, ou o da Plataforma das Artes. Mas os esforços que o município quer reunir para impulsionar o comércio vimaranense passa também “pela requalificação e modernização das lojas” ou “a divulgação dos produtos”, como explicou o Edil.

A propósito da insolvência da Associação Comercial e Industrial de Guimarães (ACIG), o presidente da Câmara Municipal disse que este era um “sintoma” de que “algo não está a correr bem”. Contudo, ressalvou: “Mas não está tudo a definhar. Temos é de fazer mais e melhor.” Já o vereador Ricardo Costa apontou que o município tem de “olhar para o comércio”, “avaliar e perceber”, referindo ainda que é necessário fazer com que as “grandes marcas” venham para as ruas de Guimarães. E isso, na visão de Domingos Bragança, pode fazer com que “os vimaranenses escolham comprar em Guimarães”.

Marca industrial “fortíssima” não convence oposição

O presidente da Câmara Municipal falou ainda da marca industrial “fortíssima” do concelho, tendo também respondido à intervenção do vereador da oposição, Bruno Fernandes, acerca da “visão distinta” relativamente ao desenvolvimento económico. O vereador da coligação Juntos por Guimarães usou como exemplo o investimento na zona empresarial e industrial de Santo Tirso, que vai receber uma linha de montagem da Stelia Aerospace, empresa da Airbus, num investimento de 40 milhões de euros naquela cidade.

No período de antes da ordem do dia, Domingos Bragança concordou que Guimarães tem de captar investimento, mas apontou a construção do Instituto Cidade de Guimarães, no AvePark, como um exemplo de desenvolvimento económico. Bruno Fernandes reconheceu o esforço, mas acrescentou: “O tempo perdido não se recupera.” O vereador indicou ainda que o espaço do parque industrial concelhio não é suficiente para “ter áreas de acolhimento quando os investidores chegarem”. O presidente da Câmara Municipal disse que há “parques industriais cheios” e outros ainda com espaço, para além do parque na zona sul do concelho que “está a ser trabalhado”.

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