O INOV ESTÁ AÍ: DOIS IRMÃOS CONTAM A SUA EXPERIÊNCIA NO ESTRANGEIRO

Sara Oliveira e António Oliveira são irmãos. Ela tem 26 anos; ele, 30. Partilham muito para lá do último nome. Ambos fizeram Erasmus durante a licenciatura: António preferiu a Dinamarca e Sara decidiu explorar a Turquia. Anos depois, embarcaram na aventura de estágios no estrangeiro pela INOV Contacto. A irmã mais nova adiantou-se e saiu-lhe o Brasil na rifa, em 2016. “Nunca pensei ir para o Brasil. Estava à espera de Macau, mas queria que fosse Japão”, conta. Licenciada em Marketing, Sara trabalha hoje na área. Decidiu, no final do curso, inscrever-se no INOV. “É um processo enorme, com montes de testes!”, relembra.

Saber qual o destino onde o candidato irá trabalhar durante meses é apenas revelado “na última hora” dos dois dias finais do processo — e, claro, nem toda a gente chega à fase final. A sua reação? “Comecei a chorar e ri-me por estar a chorar”, diz, rindo-se. “Resume um pouco o que foi a minha experiência em Curitiba”, acrescenta. Ainda que os sete meses em Curitiba tenham sido “menos bons”, Sara não acredita ter feito a escolha errada: “A experiência deu-me crescimento pessoal.” E a sua perspetiva sobre aquele país mudou. “Em Portugal somos bombardeados com notícias de crimes no Brasil. É muito diferente”, começa por explicar. “Tinha medo de sair à rua no primeiro mês e por isso não fiz amigos ao início. Depois as coisas foram acontecendo, fiz voluntariado num festival de cinema e fiz bons amigos. Uma delas já veio cá!”, diz. O “mais difícil” foi mesmo voltar — habituou-se “ao jeito brasileiro de ser”, ao “viver o hoje” que aprendeu com os amigos cariocas.

Trabalhou numa empresa portuguesa onde tinha responsabilidades nas redes sociais e na área comercial, mas teve tempo para passear: foi a São Paulo três vezes e ao Rio de Janeiro por duas ocasiões. Não voltaria a viver em Curitiba, mas o caso muda de figura com a cidade paulista.

António, mestre em Marketing e Estratégia, já se tinha candidatado ao INOV anos antes daquela que seria a sua oportunidade de viver e trabalhar no estrangeiro. Decidiu candidatar-se porque queria “aproveitar toda e qualquer oportunidade de experienciar diferentes culturas e novos contextos, de realmente os viver”. “Sempre tive uma visão muito romântica sobre o ir para fora”, refere. A António esperava-lhe o México e uma “agência de marketing digital” onde criava e geria campanhas em Google Ads, “sobretudo para o mercado mexicano, mas também para outros países das Américas”. “Jamais esquecerei a aterragem na Cidade do México, foi das coisas mais impressionantes que já vi. Nesse momento senti logo que “aquilo” era realmente diferente. O português que estava ao meu lado só dizia ‘Meu, o que é isto?!’ Recordo-me de andar bastante entusiasmado. Os cheiros, as músicas, as pessoas, as expressões faciais, a língua, a gastronomia. Tudo era novidade”, recorda.

A visão romântica manteve-se: “Via material para curtas-metragens o tempo todo.” Tal como a irmã, teve cautela no primeiro mês “por questões de segurança”, mas rapidamente se adaptou. E, na Cidade do México, ficou com a impressão de ser “ainda mais fácil conhecer pessoas e travar amizades no México do que em Portugal, mas a amabilidade e abertura acaba por ser um ponto em comum”. E retirou a mesma lição que Sara trouxe do Brasil: “Diria que o mexicano vive mais o presente do que nós. É mais relaxado, tem tempo para fazer as coisas, pensa menos no futuro.” Hoje vive em Cork, na Irlanda, mas não diz que não a um regresso ao México. “Viver no México foi muito provavelmente a melhor experiência da minha vida, e a minha ideia na altura até era ficar por lá. Embora me tenha custado, optei por regressar.”

Os dois irmãos recomendam o INOV a todo e qualquer um que esteja interessado. “O conselho que dou é para que estejam preparados para tudo, desde logo porque tanto podem ir para Macau como para Vigo”, recomenda António. “Em caso de dúvida, avancem, não pensem duas vezes”, reforça. Sara frisa a importância de se ir à aventura: “Não tenham medo!” Para quem não tiver medo, as inscrições para os estágios INOV estão abertas até ao dia 10 de outubro.

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