O OITAVO GUIDANCE JÁ ESTÁ EM MOVIMENTO

O oitavo Guidance arrancou ontem (quinta-feira, dia 01 de fevereiro). Rui Torrinha, na apresentação do Festival Internacional de Dança faz uma analogia entre o algarismo 8 e o símbolo de infinito (∞), para dizer que esta edição “nos atira simbolicamente para o infinito”.

Foto: Richard Davies

O ponto de partida para o Festival de 2018 foi “Autobiography”, de Wayne MacGregor. Wayne regressou a Guimarães para mais uma estreia em solo nacional. O coreógrafo deu  o mote, apresentando no primeiro espetáculo do Guidance uma peça que foi recebida de forma muito favorável pela crítica internacional. “Autobiography” é uma obra intimista, em que o coreógrafo parte do seu código genético, do seu arquivo de memórias e vivências, para criar um algoritmo que por sua vez gera os movimentos que os bailarinos apresentam no palco. Uma peça com um toque visionário que, como é habitual em Wayne MacGregor, impressionou pelo jogo de luzes e pela cenografia.

Corpos educados e deseducados encontram-se, numa peça onde os intérpretes manuseiam espaços, tempos, afetos, desejos e vibrações. Nesse manusear limpam-se e sujam-se, num processo que se torna ferramenta de equilíbrio e de ecologia pessoal e social. É “O Limpo e o Sujo”, de Vera Mantero, hoje (sexta-feira, dia 02), no pequeno auditório do CCVF.

No sábado, dia 03, na Black Box, da Plataforma das Artes, há “Da insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milagre”, de Joana Von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristóvão. O ponto de partida é Almada Negreiros. Uma coreografia repleta de excesso, na sobreposição de padrões, na associação de elementos díspares, no “non sense”, remetendo para a experiência dadaísta.

Rui Horta entra em duas qualidades na oitava edição do Guidance, no sábado, dia 03, faz a estreia de “Humanitário”. Uma criação do coreógrafo, em conjunto com Tiago Simães, responsável pela direção musical do projeto. São cerca de 40 intérpretes amadores, unidos pela capacidade vocal. O espetáculo reflete sobre o conceito de comunidade e sobre o seu processo de construção, respeitando as diferenças de género, idades e culturas. É no sábado, dia 03, no grande auditório do CCVF. Na quarta-feira Rui Horta volta ao palco na reposição de “Vespa”. A peça que no ano anterior marcou a celebração dos 60 anos do bailarino e coreógrafo, um “veterano selvagem” que depois de 30 anos de ausência teve a ousadia de voltar ao palco.

Foto: Elina Giounanl

“Nada é mais tarde que o desaparecimento de um sonho”; o espetáculo “Cementary” assinala a segunda visita de Patricia Apergi a Guimarães, depois da presença no Festival de 2015, com “Planites”. É quinta-feira, dia 08, no grande auditório do CCVF.

“Jaguar” é uma força da natureza tal como Marlene Monteiro Freitas. “Um cruzamento de inspirações que brotam muitas vezes sem controlo e que fazem da arte aquilo que ela deve ser”. Marlene Monteiro Freitas e Andreas Merk em colaboração tomam conta do palco do pequeno auditório do CCVF, na sexta-feira, dia 09.

Sábado, dia 10, há mais Grécia no Guidance. “Titans” recorda-nos a frágil condição humana. Um cenário apocalíptico serve para explorar a perseverança da humanidade diante do desconhecido. Euripides Laskaridis em estreita colaboração com o figurinista Angelos Mendis, demonstram-nos o quanto é enganador o arquétipo da perfeição, na Black Box da Plataforma das Artes.

No último dia do Guidance, a companhia belga Peeping Tom revisita Guimarães com “Vader” (pai), a primeira parte da triologia familiar, da qual a cidade berço já teve a oportunidade de ver “Moeder” (mãe) e que continuará, em 2019, com “Kinderen” (filhos). É no grande auditório do CCVF, na noite de sábado, dia 10.

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