OsMusiké: Cadernos nº 7 apresentado na Sociedade Martins Sarmento
A Sociedade Martins Sarmento acolheu, no início da tarde de 13 de dezembro de 2025, a sessão pública de apresentação do número 7 de Osmusiké Cadernos, uma publicação editada desde junho de 2020 que se tem afirmado como um espaço plural de reflexão cultural, cívica e artística.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães
Com 568 páginas e a colaboração de cerca de uma centena de autores, a nova edição foi apresentada por António José Oliveira, Carlos Ribeiro e Mariana Silva, numa cerimónia que integrou momentos musicais e poéticos dinamizados por elementos do coletivo Osmusiké, conferindo ao encontro um caráter artístico, participativo e profundamente ligado à cidade. A sessão contou ainda com a presença de Eduardo Leite, vice-presidente da Câmara Municipal de Guimarães.
Entre os principais destaques da publicação encontra-se o conjunto de textos dedicados ao Poder Local, assinalando os 50 anos de desenvolvimento democrático deste setor. A reflexão parte de testemunhos de protagonistas concelhios e de autarcas das vilas vimaranenses, oferecendo uma perspetiva plural e próxima sobre a evolução do poder local em Guimarães.
Outro tema central da edição é a conquista do título de Capital Verde Europeia 2026 pelo Município de Guimarães. Sobre esta matéria, Carlos Ribeiro, diretor executivo do Laboratório da Paisagem, sublinhou que este reconhecimento deve ser entendido como um ponto de partida para mudar consciências, acelerar transformações e promover uma cidade com melhor qualidade de vida, que “respire e inspire”.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães
As Histórias e Memórias da Cidade ocupam igualmente um espaço significativo da revista, integradas no tema “Guimarães – cidade em construção”. Este conjunto de textos revisita o passado recente, observa o presente e projeta o futuro próximo de uma cidade em permanente transformação, reforçando a ligação entre memória, identidade e desenvolvimento urbano.
Como é habitual, os OsmusikéCadernos incluem ainda a rubrica Artes e Letras, com textos sobre efemérides e homenagens literárias, criatividade artística vimaranense, prosa e poesia contemporâneas, bem como recensões e sinopses de obras publicadas ao longo de 2025. A edição completa-se com a secção Linhas Soltas, que reúne notas ocasionais, notícias diversas e o registo das atividades recreativas e culturais desenvolvidas pelo coletivo ao longo do ano.
Durante a sessão, Mariana Silva, docente e autarca, evocou os 50 anos do Poder Local, expressando o desejo de uma cidade e de um país inclusivos, plurais e fiéis aos valores de Abril. António José Oliveira apresentou uma visão global da publicação, destacando a diversidade temática e o enraizamento vimaranense da revista.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães
Nas intervenções institucionais, Júlio Dias, presidente da direção de Osmusiké, salientou a relevância dos Cadernos enquanto espaço de reflexão crítica e de divulgação de um pensamento comprometido com o bem comum. Jorge do Nascimento Silva, diretor da revista, recordou o apoio da Câmara Municipal de Guimarães desde o arranque do projeto, agradecendo publicamente ao ex-presidente Domingos Bragança e sublinhando o apoio já manifestado pelo atual presidente, Ricardo Araújo, condição essencial para a continuidade deste projeto coletivo.
A encerrar as intervenções, Eduardo Leite reconheceu o contributo dos OsmusikéCadernos para o registo da cultura vimaranense, valorizando a publicação como documento de sustentabilidade cultural e cívica, capaz de conciliar razão e emoção na reflexão sobre o passado, o presente e o futuro da cidade.
O programa integrou ainda momentos musicais do Osmusiké Cantar Guimarães, com temas como “Guimarães nobre cidade”, “Torre da Alfândega” e o “Hino da Cidade”, bem como declamações poéticas do Osmusiké Poesia, levando ao Salão Nobre da Sociedade Martins Sarmento a palavra e a sensibilidade dos poetas da cidade.
Sob o lema “OsmusikéCadernos guardam Guimarães no coração”, a apresentação da sétima edição confirmou o papel desta publicação como espaço de memória, reflexão e construção coletiva.





