PELA CIDADE

por Wladimir Brito

Professor de Direito na Universidade do Minho

1. Ainda no diálogo os relógios falantes, o do mercado e o da Torre de S. Pedro, falam agora do mostrador deste último virado para a Caixa Geral de Depósitos que continua parado. Parece que tudo gira em torno das duas máquinas, a velha e a nova, cuja reparação e manutenção cabe, a primeira, à Câmara e a segunda, à Igreja. Pensam os relógios que a paralisia daquele mostrador se deve à tentativa de fuga de ambas as instituições das despesas. que cada uma terá de suportar. Será?

Para além disso, e como sempre, há quem entenda que a máquina velha deve ser dispensada dos seus serviços e levado para ferro velho, o que não podemos aceitar. Instituições desta cidade, acabai com a ”guerra do tempo” e deixem trabalhar o relógio de S. Pedro com todos os seus mostradores. Os munícipes e cidadãos que nos visitam agradecem.

Que horas são, Senhor Presidente da Câmara, que horas são Senhor Padre da Igreja de S. Pedro?

2. Sonhei com a alteração do trânsito do Toural até ao Jardim de S. Francisco e daí até à Alameda de S. Dâmaso; que um dia todos os veículos passariam a circular na faixa de baixo do Jardim, a partir do semáforo junto do Banco Santander até à esquina do Centro Comercial S. Francisco junto da Alameda de S. Dâmaso, hoje exclusiva e incompreensivelmente reservado aos autocarros, e que na parte de cima do Jardim de S. Francisco, a circulação passaria a fazer-se desde o semáforo da Muralha até ao Toural pelo corredor aí existente.

Sonhei que todos os veículos, motorizados ou circulariam por essas mesmas duas vias, e que em cada uma delas uma faixa seria reservada só para os transportes públicos, acabando-se assim com o “caos” que se gera nessa zona da cidade, desde a criação do corredor central ao meio do Jardim, uma das mais aberrantes opções rodoviárias.

Sonhei que sem trânsito nesse corredor central, as pessoas deixariam de se encontrar, perigosamente, por vezes, com os carros e estes uns com os outros, junto àquele semáforo que perturba o trânsito que vem da Muralha e quer entrar no corredor central.

Sonhei que com as duas vias acima indicadas, deixaria de haver as permanentes infracções de trânsito com a circulação nesta última parte por condutores que não gostam de fazer gincana e querem evitar aquele louco corredor central; sonhei que com essa mudança, deixaria de haver carros a circular e estacionados na parte de cima.

Sonhei que haveria polícias municipais a fazer respeitar a lei, sendo esta a parte mais ousada do meu sonho, que quase me ia acordando.

Sonhei com a transformação dessa parte central, toda ela seria transformada num parque de estacionamento, com 30 a 50 lugares, condicionado a períodos de tempo mínimos e máximos, por forma a permitir a rotação de veículos, e com entradas, e saídas, que permitam aceder à Alameda de S. Dâmaso, ao Toural pela parte de cima e à Av. Afonso Henrique e Caldeiroa pela parte de baixo. Sonhei que esse pequeno e funcional parque não custaria 7 milhões, por bastarem poucas máquinas para cobrar bilhetes e poucas cancelas e a pintura dos espaços para os veículos.

Nessa altura acordei, cheio de medo da reacção da Câmara quando soubesse do meu ousado sonho.

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