PS de Guimarães lamenta falecimento de Nuno Portas

O Partido Socialista de Guimarães manifestou profundo pesar pelo falecimento de Nuno Portas, destacando a sua figura como “arquiteto e urbanista de exceção”, mas também como “homem de cultura, crítico de cinema, ativista social e político”.

© Egídio Santos | U.Porto

Nuno Portas teve um papel marcante na vida política e cultural portuguesa, integrando três governos provisórios após o 25 de Abril e filiando-se no Partido Socialista nos anos 80. Ao longo de décadas, foi um dos principais impulsionadores de uma visão inovadora para o urbanismo em Portugal e na Europa, aliando o rigor técnico à participação cidadã e à compreensão profunda dos territórios, da economia e da história.

O PS de Guimarães sublinha a influência de Nuno Portas na transformação urbana do concelho, nomeadamente pela sua intervenção decisiva na elaboração do primeiro Plano Diretor Municipal (PDM), nos finais dos anos 80, e na sua primeira revisão, já na década de 2010, atuando como consultor externo. A par de Fernando Távora, foi também determinante na definição da estratégia de reabilitação e valorização do Centro Histórico de Guimarães, mais tarde classificado como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Em 2013, a Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, em Azurém, atribuiu o nome de Nuno Portas à sua biblioteca de arquitetura, num gesto simbólico que perpetuou a ligação do arquiteto à cidade. O próprio Portas doou, então, a sua biblioteca pessoal à instituição.

“Guimarães muito deve a Nuno Portas”, afirma o PS local, que enaltece o legado de um “mestre urbanista de gerações”, cuja marca perdurará na identidade e evolução do concelho. O partido considera que o arquiteto é “merecedor das maiores homenagens dos vimaranenses”.

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