PSD à espera do CDS para fechar coligação para as autárquicas

Já foi conseguido o entendimento entre as concelhias do PSD e do CDS para a manutenção da coligação que, nos últimos dois atos eleitorais, se apresentou como alternativa ao Partido Socialista em Guimarães.

O processo negocial, que decorreu entre Ricardo Araújo, pelos sociais-democratas, e Paulo Peixoto, pelos democratas cristãos vimaranenses terá, no entanto, que ser ainda aprovado pela comissão política concelhia do CDS, que se debruçará sobre o assunto no decorrer da próxima semana.

No entanto, não é certo que o entendimento passe nessa reunião, já que, segundo apuramos, o primeiro candidato do CDS ocupa a terceira posição da lista. Nuno Vieira e Brito, contactado pelo Mais Guimarães, lembra que Monteiro de Castro, vereador na Câmara Municipal, ocupou o segundo lugar nos dois últimos atos eleitorais. 

O atual presidente do CDS reforça ser um elemento da estrutura, e embora haja um entendimento com o PSD, alcançado por Paulo Peixoto, vice-presidente para as organizações, “este documento ainda não foi alvo da avaliação da comissão política concelhia”.

O Mais Guimarães sabe, no entanto, que o acordo foi já aprovado pelo Partido Social Democrata vimaranense, que terá como cabeça às próximas autárquicas o torcatente Bruno Fernandes. E que, caso o acordo seja aceite pela comissão política concelhia do CDS, na semana seguinte deverá ser formalizada a coligação para as autárquicas de setembro ou outubro. 

Nuno Vieira e Brito, que tem estado a acompanhar as negociações, entende que uma coligação é uma “somatória de estratégias e ideias e não um alinhamento de lugares” e que o mais importante é que o foco esteja nas “preocupações dos vimaranenses. Importante é construir uma solução forte que seja alternativa em Guimarães ao Partido Socialista”, disse o líder do CDS.

Sobre a sua disponibilidade para integrar uma lista da coligação, Nuno Vieira e Brito não responde, referindo ter “uma vida profissional muito ativa, em projetos muito interessantes”, e que “só entro em projetos em que considere que possa seja muito útil. A parte que é menos relevante é o nome. O CDS é um partido de ótimos quadros, com pessoas credíveis e capazes”, terminou.

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