“Raízes do Futuro” marcou a abertura oficial da Capital Verde Europeia – Guimarães 2026

Guimarães deu início oficial ao seu ano como Capital Verde Europeia 2026 com o espetáculo “Raízes do Futuro”, que decorreu no Multiusos de Guimarães perante cerca de 2.800 espetadores. A cerimónia de abertura reuniu mais de 170 artistas em palco e afirmou-se como uma celebração que cruzou cultura, identidade, memória coletiva e compromisso com a regeneração ecológica.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

Apresentado por Catarina Furtado e Vasco Palmeirim, o espetáculo contou com atuações de Sofia Escobar e Gisela João, bem como com a participação de grupos e instituições vimaranenses como A Outra Voz, CERCIGUI, Coro En’Canto, Grupo Coral de Ponte e TetrAcord’Ensemble, num momento que envolveu artistas nacionais e a comunidade local, reforçando a ligação entre criação artística e sustentabilidade.

Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, destacou o simbolismo do momento e do território. “Hoje este pavilhão transforma-se num símbolo vivo da Europa que queremos construir. Tudo começa em territórios como Guimarães”, afirmou, sublinhando que a distinção de Capital Verde Europeia representa um compromisso com os cidadãos, com a Europa e com as gerações futuras.

O autarca reforçou que cuidar do território é inseparável de cuidar das pessoas, defendendo que a liderança climática não depende da dimensão das cidades, mas da visão, da determinação e da coragem coletiva. “Ser Capital Verde Europeia, sendo uma cidade de média dimensão, mostra que a liderança ambiental não depende da escala, mas da ambição partilhada. Queremos que a sustentabilidade deixe de ser um conceito abstrato e se torne uma experiência real que melhora a qualidade de vida”, afirmou.

Ricardo Araújo salientou ainda que este percurso resulta de um forte consenso político e de um trabalho continuado no tempo, deixando um agradecimento a Domingos Bragança, que liderou o processo de candidatura. “Este compromisso ultrapassa ciclos políticos e líderes. Pertence à comunidade, às instituições, às escolas, às associações, às empresas e às crianças que hoje já vivem esta mudança”, referiu, acrescentando que Guimarães quer ser não apenas berço da nação, mas também berço da inovação e um exemplo inspirador para a Europa.

A dimensão europeia da cerimónia foi reforçada pela presença de Patrick Child, representante da Comissão Europeia, que considerou a noite como um momento de celebração coletiva. “Este é o vosso ano para celebrar a sustentabilidade. A transição verde ganha força quando há união de esforços. Divirtam-se e desfrutem desta celebração”, afirmou, sublinhando que o título pertence à cidade e aos seus cidadãos.

Também a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, destacou a importância deste ano para Guimarães e para Portugal, enquadrando-o no esforço nacional e europeu de implementação de políticas ambientais. A governante sublinhou os elogios recentes da Comissão Europeia e de organizações internacionais à forma como Portugal tem aplicado fundos europeus na eficiência energética, no combate à pobreza energética e na valorização do conhecimento científico nas políticas públicas.

“Raízes de Futuro” marcou, assim, o arranque simbólico de um ano que se pretende de ação, envolvimento e transformação. Como sublinhou Ricardo Araújo, a Capital Verde Europeia 2026 é um meio e não um fim: um instrumento para preparar Guimarães para as próximas décadas, reforçar a qualidade de vida, a coesão social e afirmar a cidade como referência europeia na transição ecológica.

PUBLICIDADE
Arcol

NOTÍCIAS RELACIONADAS