Rastreio de saúde mental encontra situações preocupantes entre as crianças

Guimarães está a promover um rastreio da saúde mental a todas as crianças, dos 3 aos 10 anos que frequentam o ensino público no concelho. A medida foi anunciada a 3 de setembro de 2020. De acordo com os primeiros resultados, forma encontrados mais situações preocupante do que aquilo que era esperado, afirma a vereadora da Educação, Adelina Paula Pinto.

Foto: DR

No âmbito do PROCHILD, depois do primeiro confinamento, em 2020, quando se decidiu estudar os efeitos na saúde mental das crianças, não havia nenhuma referência. “A última pandemia foi há 100 anos e, nessa altura, a saúde mental não era uma preocupação”, nota a vereadora, “por isso as investigadoras fizeram um paralelo com uma situação de guerra, isto é, uma situação em que as crianças estão fechadas em casa e em que há estas questões da insegurança”, explica Adelina Paula Pinto.

Nestas situações, os problemas de saúde mental afetariam 20 a 30% das crianças. “Aquilo que nós pesamos é que na pandemia, sem a agressividade da Guerra, duma bomba, da destruição, que não atingiria tanto. Esperávamos menos. Nós, hoje, temos já uma número muito significativo”, adianta a vereadora.

Adelina Paula Pinto lembra que são resultados preliminares e que ainda nem todas as pessoas responderam aos questionários. “Daqueles que respondem, temos mais de 30% de crianças sinalizadas com problemas de saúde mental”, avança a vereadora.

A vice-presidente de Câmara deixa a ressalva que estes resultados podem alterar-se. “Pode acontecer que os pais que percecionam que os filhos têm já um problema, vão há plataforma e respondem e o pai que acha que o filho não tem problema nenhum e não vai. Isto não é um resultado liquido”, lembra.

Contudo, é um resultado que que aponta para um número muito significativo de crianças que, neste rastreio, foram sinalizados para serem acompanhados por psicólogos e “eventualmente pela pedopsiquiatria”.

Adelina Paula Pinto fala de uma realidade “de crianças que querem ficar em ensino doméstico, que não querem brincar com os outros porque têm medo, crianças que rejeitam sair para atividades fora e que os pais também rejeitam”.

A vereadora reconhece que é uma situação preocupante e para a qual vão ser necessárias respostas. “Nós temos pensadas três tipos de respostas. Uma resposta muito rápida que achamos que a arte e o desporto podem ajudar. É o caso daquela criança que está insegura e não quer ir à escola e que há uma atividade lúdica que lhe dá novamente a segurança o conforto que a escola pode dar”. Estas são as crianças com uma pontuação baixa no rastreio, esclarece Adelina Paula Pinto.

Para as crianças que “têm uma já grande no rastreio, já não dormem de noite, já dormem com aluz acesa” e que estão a ser encaminhadas apara psicólogos, através de um protocolo com a Associação Psicologia da Uminho.

Depois, informa a vereadora, “há um grupo mais pequeno que poderá ser encaminhado para a pedopsiquiatria, que nós temos no âmbito do PROCHILD”.

“O que temos que fazer é que estas crianças que estão no primeiro nível, não avancem para o segundo. Que estas questões das inseguranças, dos medos, sejam resolvidas muito rapidamente, que essa catarse possa ser feita, que eles continuem a sentir-se confortáveis e que a escola lhes dê a segurança para brincarem com os amigos e para um relacionamento interpessoal”, projeta Adelina Paula Pinto.

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