Rede de Apoio Social de Emergência com respostas em todas as freguesias

A Rede de Apoio Social de Emergência (RASE) foi implementada a 16 de março de 2020 pela Câmara Municipal de Guimarães, com o objetivo de responder às necessidades provocadas pela pandemia e gerou uma enorme onda de solidariedade na comunidade, perante a disponibilidade manifestada por centenas de vimaranenses em integrar a Bolsa de Voluntariado no apoio às pessoas isoladas e de fragilidade social, com destaque ainda para várias medidas implementadas ao longo deste último ano na criação de respostas aos problemas sociais detetados de uma forma transversal no território concelhio.   

“Desde a primeira hora que a grande preocupação da Câmara Municipal foi apoiar as pessoas mais vulneráveis, principalmente os nossos idosos em situação de isolamento, famílias carenciadas e os sem abrigo. Além das previsíveis consequências ao nível da saúde e da economia, tivemos em atenção que esta pandemia ia agravar os problemas sociais já existentes e aumentar ainda novos casos de vulnerabilidade”, salienta Domingos Bragança, no âmbito da criação da Rede de Apoio Social de Emergência. “Não perdemos tempo e fomos para o terreno com uma equipa de técnicos municipais, em estreita colaboração com as juntas de freguesia, instituições particulares, Cruz Vermelha, PSP, Bombeiros e GNR, apoiando as pessoas com fornecimento de alimentos, medicação e outros bens essenciais”, recorda o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães. 

As medidas implementadas no início da pandemia foram ajustadas, aumentando a capacidade de respostas em áreas que mais se justificavam. Foi criado um interlocutor direto com as IPSS e com a Saúde Pública de Guimarães, uma equipa de apoio psicológico, foram disponibilizadas linhas de emergência, distribuição de equipamentos de proteção individual e implementação de uma Bolsa de Voluntariado que chegou a registar a inscrição de mais de meio milhar de pessoas. Foi contratado também o serviço para confeção de refeições quentes para entrega a famílias carenciadas, sem filhos em idade escolar e que não eram apoiadas pela Educação.

“Passámos por um período muito difícil e angústia, com muitas incertezas. Nunca deixamos de estar ao lado das pessoas e continuamos no terreno com várias medidas de apoio porque esta pandemia ainda não passou. Mas, o que importa assinalar é o agradecimento a todas as instituições públicas e privadas, das entidades de proteção civil e segurança pública, dos autarcas das nossas freguesias e, sobretudo, do cidadão anónimo que se prontificou a ajudar. Guimarães voltou a dar um grande exemplo de humanismo e solidariedade. Neste sentido tenho de dizer um grande obrigado a todos que não olharam a meios e fins para ajudar aqueles que mais necessitam”, sublinha Domingos Bragança, constatando que “sempre tivemos uma preocupação presente em não deixar ninguém para trás, porque as pessoas devem estar sempre em primeiro lugar”.

Guimarães foi dos primeiros municípios do país a criar o Centro de Acolhimento para pessoas sem abrigo, em parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa, e mantém esta unidade em funcionamento na EB Chã da Bouça em Atães, assim como a Estrutura Municipal de Retaguarda no apoio ao Hospital Nossa Senhora da Oliveira, instalada no Seminário Verbo Divino.

Realce ainda para a criação das Equipas Multidisciplinares, o serviço de teleconsultas, as linhas de emergência e outras medidas que continuam em vigor. Destacam-se apoios específicos às IPSS com valências de lar, apoio na logística da realização de testes de rastreio à covid-19, assim como no processo de vacinação e a entrega ao domicílio de medicação e bens essenciais, numa articulação permanente com os projetos sociais que integram as 11 Comissões Interfreguesias do concelho de Guimarães.

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