Refugiados ucranianos em Guimarães podem ser 30 até ao final da semana
Brevemente partem dois camiões, cada um com 24 toneladas de bens essenciais.

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Continuam a ser combinados esforços para trazer famílias ucranianas para a cidade berço. Aumentam, de dia para dia, as iniciativas públicas e privadas que permitem não só a entrega de bens essenciais àqueles que mais precisam, mas também trazê-los para segurança.

Os primeiros refugiados ucranianos chegaram a Guimarães na passada segunda-feira, mas até ao final da semana poderão ser cerca de 30 os cidadãos já instalados no concelho. A informação foi facultada pela vereadora da Ação Social na Câmara Municipal, Paula Oliveira, após a reunião do executivo municipal desta quinta-feira.
Duas carrinhas arrancaram esta terça-feira, rumo à fronteira com a Ucrânia, carregadas de bens essenciais e vão permitir trazer 14 cidadãos para a cidade, que chegam entre sexta-feira e sábado, 11 e 12 de março. Entretanto, já há novas iniciativas previstas.
“Brevemente partirão dois camiões, cada um com 24 toneladas de bens essenciais. Contudo, temos a certeza que não ficaremos por aqui, pela grande adesão a esta rede solidária”, explicou Paula Oliveira.
Também para esta sexta-feira partirá para a estrada mais um autocarro com o objetivo resgatar famílias dos campos de refugiados, localizados nas fronteiras com a Ucrânia.
Relativamente à capacidade para receber mais cidadãos, a vereadora da Ação Social refere que este é um “número volátil”, porque “mais do que acolher, é necessário integrar.” Desta forma, o município opera uma “plataforma que está em constante atualização, onde são comunicadas as disponibilidades de alojamento e empregabilidade”.
Agradecendo a “enorme onda de solidariedade dos vimaranenses”, Paula Oliveira destacou a importância dos voluntários que desde o início de mobilizaram para esta causa, entre eles os “médicos, enfermeiros e professores, que vão ter um papel muito importante na integração destes cidadãos”.
A vereadora da Ação Social explicou que grande parte destas iniciativas, quer de recolha de bens, quer das viagens, são levadas a cabo por particulares. “Quer o autocarro, quer os camiões que vão sair, foram suportados na integra por empresas vimaranenses”, anunciou.
Apesar da boa vontade destas entidades, também o município diz estar dedicado a esta causa e pondera um apoio mais direto, caso necessário.
“Apesar das autarquias não terem um enquadramento legal bem definido no apoio internacional, ainda que humanitário, a Câmara Municipal de Guimarães vai suportar qualquer despesa que seja necessária fazer-se”, refere Domingos Bragança, presidente do município de Guimarães, acrescentando que “dá cobertura total a essa despesa, independentemente dos problemas que possa significar no futuro”.





