Região: Famalicão dá visibilidade a sítios de interesse arqueológico

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai colocar no terreno um projeto de valorização arqueológica e paisagística em vários espaços históricos do concelho, através da colocação de painéis informativos desses espaços e de sinalética orientadora de acesso aos mesmos.

O primeiro sítio a ser contemplado com os novos instrumentos informativos será o Monte de São Miguel-o-Anjo, em Calendário, seguindo-se depois a Estação Arqueológica de Perrelos, o Castro das Ermidas, o Castro de Penices e ainda os achados arqueológicos de Vermoim, nomeadamente p Balneário das Eiras, a Bouça do Pique, o Castelo Vermoim, o Castro Santa Cristina, as Mamoas, o Castro das Eiras e o Castro do Cruito.

“O objetivo é informar os visitantes sobre a importância histórica e patrimonial dos espaços, sensibilizando-os para a sua preservação e valorização”, pode ler-se em nota enviada às redações.

Refira-se que a autarquia tem vindo a desenvolver uma aposta no património presente no Monte de São Miguel-o-Anjo, estando já previstas diversas ações neste próximo início de primavera onde a proteção e investigação deste espaço estarão presentes.

No sentido de conferir àquele espaço segurança e de o preservar, “está ainda a ser estudada a possibilidade de colocação de elementos que limitem o acesso de veículos, protegendo e devolvendo este espaço às pessoas, no sentido da construção de percursos e pontos de paragem para os visitantes deste lugar que se pretende de memória e ambiente”.

Já em outubro, foi realizada uma intervenção de limpeza dos resíduos que ao longo dos anos se foram acumulando nos limites dos caminhos daquele monte, atribuindo maior dignidade àqueles acessos. Esta ação, para além dos serviços da autarquia, teve a participação da Junta de Freguesia de Vila Nova de Famalicão e Calendário e da Associação de Moradores da Cal, estimulando um processo que estreita laços e relações com os habitantes, e gerando um sentimento de pertença comum.

Assim, prevê-se que até ao final de março serão colocados os painéis informativos no Monte de São Miguel-o-Anjo marcando cada um dos acessos com um painel de sensibilização e informação ao visitante, destacando a entrada em Zona Arqueológica, espaço de cultura onde os trajetos devem respeitar os vestígios e a proteção do património, estando, também os comportamentos em harmonia com a fauna e a flora existentes.

No topo do Monte, painéis acolhem e identificam a memória do espaço, com informação que permitirá o reconhecimento de uma história, identidade e herança comuns, e uma fruição de um espaço onde a cultura e o ambiente se unem.

Refira-se que com este projeto de valorização arqueológica e paisagística, a autarquia dá mais um passo no envolvimento da comunidade no contributo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, uma agenda da ONU para Transformar o Nosso Mundo, contribuindo para o Objetivo 4 na promoção da Educação de Qualidade e para o Objetivo 11 na construção de Cidades e Comunidades Sustentáveis com a proteção e salvaguarda do património cultural associado à criação de espaços públicos seguros inclusivos, acessíveis e verdes.

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