RENDIDOS AOS AFETOS

por MARIA DO CÉU MARTINS
Economista

Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente de TODOS os portugueses, esteve em Guimarães – para visitar o hospital senhora da Oliveira e para homenagear Fernando Alberto Ribeiro da Silva.

Não tenho identificação ideológica com nenhum dos dois, dificilmente contribuiria para a sua eleição mas, por razões diversas, admiro o seu perfil de “maratonistas” do serviço público! Em momentos diferentes, com meios seguramente diversos, ambos são bons exemplos de como o trabalho genuíno e persistente de um só individuo pode externalizar benefícios coletivos.

Marcelo Rebelo de Sousa conseguiu, num ano de mandato, mais do que o seu antecessor conseguiu em 10 anos (ou do que conseguiria em 20). Com os mesmos recursos e seguramente com um contexto politica e social muitíssimo mais difícil.

Gostaria que tivesse vindo ao hospital fazer a defesa do Serviço Nacional de Saúde – certamente uma das conquistas mais gratificantes da democracia portuguesa – mas, ao seu género, prefere colocar um sorriso nos lábios, distribuir abraços e elogiar as pessoas e as terras. Não obstante, não evita, nunca, os problemas – e aqui como ali, desceu do palanque e foi ouvir as “justíssimas” revindicações dos enfermeiros (não resolveu? Não, mas ajudou a repor a fé nos homens…e no futuro).

No tempo em que “comentava” na televisão duvidei de muito do que disse e sobretudo nunca acreditei que conseguisse ler tantos livros no espaço de uma semana (nem que se ficasse pelos prefácios) mas a realidade é que a prática presidencial dele prova que ele consegue estar em todo lado, a toda a hora e com toda a gente! E isso dá-lhe uma vantagem única ….E mais, mistura-se com as pessoas de uma forma tão natural e que dir-se-ia que sempre ali esteve!

Esteve em Guimarães e foi, sinceramente, de Guimarães …e nós sabemos como esta gente gosta de sentir o que é verdadeiramente seu. Não se banalize o homem e todos nos renderemos ao “colo dos seus afetos”.

Sobre Fernando Alberto pouco ou nada sei da sua Grandeza como figura pública mas os relatos que me chegam sempre o colocaram na mesma metade da cadeira da política – a defesa dos interesses da sua terra!

Foi, repetidamente, governador civil de Braga o que o colocou na ingrata missão de não ter recursos próprios e de ter que respeitar os equilíbrios de conflito entre a capital de distrito e o seu concelho de origem.

Contam-me que era um negociador “por excelência” que nunca deixou de opinar nas decisões de Lisboa, no que ao seu território dizia respeito. Umas vezes perdeu mas muitas vezes ganhou! E, concordando-se ou não, com o resultado da sua “magistratura de influência” ela fez a história de muitas das opções de investimento que se fizeram em Guimarães.

Merecida, pois, esta homenagem de Vida.

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