Ricardo Araújo faz balanço dos primeiros seis meses “a cumprir e a transformar”
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, em declarações à Comunicação Social assinalou, esta segunda-feira, 27 de abril, os primeiros seis meses do mandato com um balanço marcado por uma ideia central: “cumprir e transformar”. O autarca destacou o compromisso assumido com os vimaranenses na campanha eleitoral, aprontando os resultados já alcançados, bem como projetos estruturantes em curso.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães
“Passados seis meses do início deste mandato autárquico, as palavras de ordem são cumprir e transformar”, afirmou, explicando que cumprir significa honrar “o contrato que estabelecemos com os vimaranenses”, enquanto transformar implica dar continuidade ao legado existente, mas introduzindo uma nova visão de desenvolvimento. “É uma mudança segura, uma mudança tranquila, que respeita o passado, mas que transforma esse legado”, sublinhou.
A habitação surge como uma das principais áreas de intervenção do executivo. Ricardo Araújo destacou que, ao fim de poucos meses, foi assinado o contrato para a construção de 75 habitações públicas. “Em cinco meses assinámos já o contrato para a construção destas 75 frações públicas, a serem contruídas em Azurém, que deverão estar prontas dentro de um ano”, afirmou, considerando este passo como um sinal claro da prioridade atribuída ao setor.
Além disso, a autarquia lançou um novo edital com vista à aquisição de mais de 300 frações, quer por via de construção, quer através da compra de imóveis existentes. “Isto manifesta bem o trabalho que estamos a fazer num domínio que é prioritário”, frisou.
O presidente revelou ainda que o município está a acelerar os processos de licenciamento para a habitação privada e a preparar um programa de habitação a custos controlados, em parceria com o setor privado. “Estamos a trabalhar e temos já resultados a apresentar”, disse, mostrando-se confiante no impacto das medidas.
No domínio económico, o executivo prepara um estudo estratégico para o desenvolvimento e captação de investimento, que deverá ser apresentado até ao final do semestre, explicando que este documento servirá de base a uma futura estrutura dedicada à promoção económica. Essa estrutura, que “poderá vir a chamar-se Invest Guimarães, ou algo do género, estará focada na promoção económica e à captação de investimento”, explicou.
Entretanto, já foi anunciado um investimento considerado emblemático para o executivo: a instalação da primeira fábrica de satélites óticos em Portugal, na fábrica do Alto, em Providém. “Será instalada, estou absolutamente seguro, nos próximos meses, até ao final deste ano, seguramente”, afirmou, sublinhando tratar-se de um projeto de “forte valor acrescentado” e com grande potencial para o futuro do concelho.
Na área da mobilidade, a Câmara está em fase final de negociações com o operador de transportes públicos, com o objetivo de melhorar o serviço e avançar para a gratuitidade. “Estamos na fase final da negociação”, disse Ricardo Araújo, reiterando os compromissos assumidos: “caminhar para a gratuitidade do serviço público de transportes, aumentar a oferta e aumentar a frequência, nomeadamente aos fins de semana e em horários noturnos”. O autarca garantiu que estas medidas serão concretizadas: “Seja por meio da negociação ou por outras vias que estão à nossa disposição, nós vamos ser capazes de alcançar estes objetivos”.
Outro tema em destaque foi a rede de creches. O presidente recordou que sempre defendeu a existência de carências nesta área e anunciou medidas para responder à procura. “Nós sempre dissemos que havia falta de creches, porque conhecíamos a realidade e temos que dar resposta”, afirmou.
Após um “levantamento detalhado” das necessidades, o município definiu um plano que permitirá, ainda em 2026, responder a cerca de metade da procura. “Este ano vamos ser capazes de responder a 50% dessa necessidade”, garantiu, acrescentando que o restante será assegurado em 2027.
A estratégia passa, para já, por reforçar a capacidade das instituições existentes, através de protocolos e apoio financeiro. Ainda assim, a construção de novas infraestruturas não está excluída. “Se isso vier a não acontecer, cá estará a Câmara para construir uma solução de raiz”, assegurou.
A revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) é outro dos dossiês estruturantes. O processo, iniciado após a tomada de posse, deverá ficar concluído até ao final de junho, cumprindo o prazo definido pelo atual executivo.“Estou muito confiante que até ao final de junho teremos a revisão do PDM concluída”, disse, acrescentando que acompanha o processo semanalmente.
O objetivo passa por aumentar significativamente as áreas classificadas como urbanas, permitindo maior disponibilidade de terrenos para habitação e atividade económica. “O meu compromisso foi aumentar o terreno classificado como urbano para construção de habitação e para acolhimento empresarial”, recordou.
No final da intervenção, o presidente reiterou a visão estratégica para Guimarães, centrada na qualidade de vida e na inclusão territorial. “Queremos fazer de Guimarães uma referência de qualidade de vida na Europa e uma cidade para todos”, afirmou, defendendo políticas que abranjam todas as faixas etárias e todas as zonas do concelho.
“Temos de olhar para as crianças, para os jovens e para os mais velhos, e garantir soluções para uma vida digna”, disse, acrescentando que é essencial assegurar igualdade de oportunidades entre o centro urbano e as freguesias. “Queremos que quem vive em Briteiros ou em Lordelo tenha acesso às mesmas oportunidades que todos os outros”, concluiu.





