Ronfe: “uma vila à espera de promessas esquecidas”, diz o PSD

O líder do PSD Guimarães, Bruno Fernandes, visitou, na manhã de sábado, dia 27, a freguesia de Ronfe. “Foi uma oportunidade para verificar o muito que ali falta fazer e como uma freguesia que fica 10 quilómetros da sede do concelho se pode tornar periférica, fruto do esquecimento de quem governa os destinos do município”.

Para Bruno Fernandes, “dois dos aspetos que mais influenciam a vida das pessoas em qualquer lugar, são a mobilidade, representada pela disponibilidade de transportes e por boas vias de comunicação e a habitação, representada pela disponibilidade de casas a preços acessíveis para comprar, ou alugar. As políticas municipais têm uma grande influência qualquer destes aspetos”, pode ler-se em nota enviada às redações.

Segundo o líder do PSD as políticas da Câmara de Guimarães têm relegado Ronfe para uma posição periférica. “Em vez de ser uma vila às portas da sede do concelho, Ronfe têm-se tornado num território periférico”.

“Ronfe é um bom exemplo da falta de planeamento urbanístico da autarquia e de como o PDM tem empurrado os jovens casais para outras paragens”, avalia Bruno Fernandes.

Para o líder dos sociais-democratas vimaranenses “é completamente inexplicável que a Operação de Reabilitação Urbana de Ronfe esteja por fazer, desde 2016”.

Num documento intitulado “Continuar Ronfe”, assinado por Domingos Bragança, em 2017, prometia-se “requalificar toda a zona desde o posto médico até à escola de Gemunde, com a introdução de uma nova sede de Junta de Freguesia. O que se verifica é que passados quatro anos, Ronfe continua parada”, pode ainda ler-se.

A ampliação do cemitério era outro dos compromissos de 2017, uma obra que devia ser simples, “mas que quatro anos não chegaram para cumprir”.

O mesmo documento, com promessas de campanha, falava em exigir da Infraestruturas de Portugal a requalificação da EN 206. “Um objetivo crucial para a população de Ronfe, uma vez que esta via liga a vila a Guimarães e funciona como via urbana estruturante. Além disso, é também a estrada que liga Guimarães a Famalicão e, por isso, importante para todo o concelho e para o município vizinho. Contudo, com o mandato a chegar ao fim, a EN 206 está na mesma”.

De acordo com o PSD “seria mau se fosse por a Câmara não ter conseguido fazer valer o seu ponto de vista junto da Infraestruturas de Portugal, mas é pior ainda. Ficou a saber-se, na Assembleia Municipal de Guimarães, realizada em Ronfe, a 27 de setembro de 2019, que a obra não avança porque o presidente da Câmara pediu à Infraestruturas de Portugal para não o fazer”.

“Há um projeto de repavimentação que se nós quiséssemos já estava a fazer-se. A Infraestruturas de Portugal tem esse concurso pronto para lançar. Nós é que dissemos para não lançarem o projeto”, afirmou Domingos Bragança perante a Assembleia.

“A justificação é que a Câmara está, ela própria, a preparar um projeto de intervenção naquele local. Entretanto, quem mora em Ronfe continua a enfrentar os pontos negros da EN 206, à espera de que a Câmara consiga resolver aquilo que em quatro anos não conseguiu fazer”, conclui Bruno Fernandes.

Para Bruno Fernandes esta situação, “infelizmente não é surpreendente, porque podemos recuperar promessas ainda mais antigas que nunca passaram disso, promessas. Em janeiro de 2014, na reunião de Câmara descentralizada que decorreu em Ronfe, Domingos Bragança prometia uma candidatura a fundos comunitários para implementar um projeto de requalificação das margens do rio Ave. Prometeu, na altura, percursos pedonais, praias fluviais e devolver o rio à população. Passaram sete anos e a população continua à espera deste como de outros projetos”.

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