Rostos da Aldeia: Histórias inspiradoras de pessoas no interior de Portugal

O projeto Rostos da Aldeia, de Luísa Pinto e Filipe Morato Gomes, formados na Universidade do Minho, quer promover os territórios de baixa densidade, o turismo rural e a fixação de gente nas aldeias.

Filmes documentais, entrevistas, reportagens e guias práticos vão ajudar a mostrar exemplos de hospitalidade, gastronomia, ofícios e cultura popular. Pode já descobrir-se Campo Benfeito (Castro Daire) e Ferraria S. João (Penela), com o diretor artístico do Teatro do Montemuro e as quatro fundadoras da cooperativa Capuchinhas. Segue-se em breve Arga, no Alto Minho, com o ideólogo do projeto Arte na Leira.

“Vamos documentar a vida nos territórios do interior, em especial os habitantes impulsionadores da mudança ou criadores da diferença. Por outro lado, mostramos que as aldeias podem ser locais de fruição, com qualidade de vida e motivos de interesse que os tornam únicos”, explica Luísa Pinto. O objetivo final é motivar mais pessoas a visitarem aqueles territórios, estenderem a estada e, quem sabe, ali se fixarem. “A comunicação tem a capacidade de gerar dinâmicas regionais, trazidas por novos residentes e pequenos investidores”, frisa. Esta ex-aluna de Comunicação Social é jornalista há 20 anos e fundadora do portal Hotelandia, dedicado a bons exemplos da hotelaria nacional.

Em Rostos da Aldeia, os textos cabem a Luísa Pinto e os roteiros a Filipe Morato Gomes, ex-aluno de Engenharia de Sistemas de Informática da UMinho e autor do blogue de viagens Alma de Viajante. Há ainda conteúdos audiovisuais do premiado videógrafo Tiago Cerveira e bandas sonoras inéditas do compositor Luís Pedro Madeira, baseadas em sons e instrumentos regionais. A plataforma possui também uma loja online, direcionando o visitante, de forma gratuita e sem comissões, para produtos regionais ou serviços organizados localmente, como passeios guiados ou workshops de pão em forno a lenha.

Rostos da Aldeia quer levar a atenção às aldeias em geral, muitas das quais resistiram mesmo após quase se esvaírem de gente. “Vamos revelar o quotidiano, a rotina, o labor e o amor dos que vivem nestes lugares de oportunidades”, realça Filipe Morato Gomes. “Com espírito de missão, mas sem romantismos, porque viver no interior não é um mar de rosas”, remata Tiago Cerveira. A ideia é agora percorrer o país de lés-a-lés e em busca de pessoas inspiradoras.

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