Rui Silva: “O sonho de uma vida enquanto desportista”

“Vamos a Tóquio. Tóquio. Tóquio.” Foi com a frase do comentador que recordou, em entrevista à Mais Guimarães, o jogo que dá o acesso aos Jogos Olímpicos. Aos 28 anos, e depois do golo da vitória, Rui Silva leva a braçadeira de capitão a Tóquio. “O concretizar de um sonho”, garantiu.

Depois de um jogo com uma final “arrepiante”, pensa no orgulho que é representar Portugal nos Jogos Olímpicos, mas não se sente “o herói”, como o têm apelidado. “Somos todos heróis. O andebol é um desporto coletivo e aquela oportunidade só acontece com muitos outros intervenientes e com os meus colegas a fazerem muitas coisas que contribuíram para que aquilo acontecesse. Somos uma seleção de heróis”.

Sobre Tóquio, garante que é “o concretizar de um sonho, um orgulho enorme”. Um marco histórico para o andebol e para o desporto português. “Um sonho de uma vida enquanto desportista, enquanto atleta profissional”, disse desabafando que “muita parte do povo português não deve ter noção do que significam os Jogos Olímpicos como evento e a sua importância para as modalidades.”

“Somos uma seleção de heróis”

Começou a jogar andebol muito novo. Aos quatro anos já andava no pavilhão do Xico. “Era um divertimento e continua a ser”, diz. Por influência dos pais, que foram jogadores de andebol, e do irmão mais velho, aquele pavilhão passou a ser a sua casa.

Desde muito novo sabia “que tinha capacidade” para chegar longe, e, por isso, acreditou que podia “seguir com o andebol e sonhar que podia chegar ao patamar mais alto”.

Seguiu para Lisboa, onde jogou no Sporting, e, atualmente jogo no Porto. Com apenas 19 anos foi chamado para a Seleção e não esconde a felicidade. “Como atleta português e como desportista, há o sonho e a vontade de chegar à Seleção Nacional”.

©2021 MAIS GUIMARÃES - Super8

Publicidade

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?