Sem decisões não há futuro: Trabalhadores da Celeste exigem respostas imediatas para salvar empresa

Os trabalhadores da empresa Celeste manifestaram, em nota enviada à Comunicação Social, preocupação com a situação de impasse vivida no processo de insolvência da empresa e exigem decisões rápidas que garantam a sua viabilidade e a manutenção dos postos de trabalho. A posição foi tornada pública pelo SINTAB – Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal, na sequência de plenários realizados nas unidades de Guimarães e Vizela.

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De acordo com o sindicato, os trabalhadores analisaram o atual contexto do processo de insolvência e do Plano Especial de Revitalização (PER) apresentado pelo atual acionista, que se encontra ainda em apreciação pela assembleia de credores. Consideram que a ausência de decisões céleres está a prolongar a instabilidade e a impedir o regresso à normalidade da vida da empresa.

No dia a dia, os trabalhadores constatam que a falta de matéria-prima tem vindo a agravar a situação da Celeste, comprometendo a produção regular, o cumprimento das encomendas e as relações com os clientes. Esta realidade, sublinham, penaliza diretamente os trabalhadores e fragiliza de forma desnecessária a atividade produtiva.

Perante este cenário, os trabalhadores apelam aos responsáveis pelo processo para que sejam tomadas, com urgência, decisões quanto ao futuro da empresa, assegurando a liquidez necessária para retomar a produção e garantir o seu funcionamento normal. Esta condição é considerada essencial para a salvaguarda dos postos de trabalho, que representam a única fonte de rendimento dos trabalhadores e das suas famílias.

Apesar das dificuldades, os trabalhadores defendem que a Celeste é uma empresa viável, com “produtos de qualidade reconhecida no mercado, uma rede comercial estruturada e trabalhadores experientes e qualificados”. Na sua perspetiva, decisões atempadas e responsáveis permitiriam uma rápida reativação do negócio.

Nos plenários, foi ainda rejeitada a imposição de medidas que consideram ilegais, como o gozo forçado de férias. Os trabalhadores afirmam que não aceitarão a perda de dias de férias para compensar períodos de paragem sem trabalho por razões que não lhes são imputáveis. Consideram que os direitos conquistados não podem ser postos em causa para ocultar atrasos, indefinições ou responsabilidades alheias.

O SINTAB lembra ainda que a empresa não procedeu ao pagamento dos subsídios de férias de 2025 e que, ao longo do último ano, o pagamento dos salários tem sofrido várias intermitências, situação que já tinha motivado um protesto dos trabalhadores em julho do ano passado.

O sindicato garante que continuará a acompanhar de perto todo o processo, exigindo respostas rápidas, soluções que salvaguardem o emprego e o respeito integral pelos direitos laborais. Reafirma, por fim, que não há revitalização possível sem trabalhadores, nem futuro para a empresa sem aqueles que nela trabalham diariamente.

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