Tecnologia desenvolvida na UMinho ajuda agricultores a prever desequilíbrios ecológicos

PRETECHT apresenta solução preventiva e sustentável baseada na análise de microbiomas.

© UMinho

Uma nova spin-off da Universidade do Minho (UMinho) promete apoiar os agricultores na antecipação de riscos e na adoção de práticas mais sustentáveis. A PRETECHT, projeto desenvolvido por Joana Castro e Carlos Pinto, acaba de obter o estatuto de spin-off da UMinho e leva para o mercado uma tecnologia inovadora que permite prever desequilíbrios ecológicos e evitar perdas nas colheitas.

A solução baseia-se na análise integrada dos microbiomas dos ecossistemas agrícolas, recorrendo a técnicas de sequenciação genómica de última geração, bioinformática e inteligência artificial. Através desta abordagem, os agricultores passam a ter acesso a recomendações mais completas e fiáveis, que contribuem para o aumento da produtividade, a redução do uso de químicos e a otimização de recursos, promovendo uma agricultura regenerativa e ambientalmente responsável.

Desenvolvida na UMinho, a tecnologia resulta do trabalho de Joana Castro, especialista em biologia molecular e ciência de dados, em parceria com Carlos Pinto, engenheiro florestal e gestor de projetos, responsável pela área de gestão. A PRETECHT tem aplicações em diversos setores, como a agricultura de precisão, o agroalimentar, o ambiente e a investigação científica.

O projeto contou com a mentoria dos professores José Teixeira e Lucília Domingues, da Escola de Engenharia, e obteve parecer favorável do Centro de Engenharia Biológica (CEB). A sessão de audição para atribuição do estatuto de spin-off foi presidida pelo pró-reitor para a Inovação, Empreendedorismo e Transferência de Conhecimento, Raúl Fangueiro, que destacou o impacto da iniciativa: “Este é um excelente exemplo da capacidade desta academia em transformar investigação de excelência em soluções com impacto real na economia e na sociedade”. Salientou ainda tratar-se da primeira spin-off com a nova equipa reitoral, “mostrando o caminho que queremos para o empreendedorismo académico”.

A sessão contou também com a presença de Clara Silva, coordenadora para o Empreendedorismo da TecMinho, que apoiou Joana Castro no programa Laboratório de Empresas e acompanhou todo o processo de criação do projeto.

Natural de Felgueiras, Joana Castro é licenciada em Biologia Aplicada e mestre em Biologia Molecular, Biotecnologia e Bioempreendedorismo em Plantas pela UMinho, onde foi investigadora do CEB e do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA). Venceu uma bolsa para um período de investigação na biotecnológica Ekolive, na Eslováquia, e foi selecionada para o programa europeu Empowering Women in Agrifood 2025, promovido pelo EIT Food. Carlos Pinto é gestor de projetos e de qualidade, com formação em Engenharia Florestal pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, mestrado em Gestão de Projetos pelo Politécnico do Porto e MBA pela Universidade da Beira Interior.

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