“Toda a gente trabalhou no hospital com um espírito de missão significativo”

Pedro Cunha, Médico de Medicina Interna e membro da Comissão de Acompanhamento da Covid-19, salientou que “que por diferentes motivos todos os serviços, toda a dinâmica de funcionamento do hospital, acabou por ser particularmente agredida durante a pandemia”.

Para o médico Pedro Cunha não só os serviços do hospital foram atingidos pela pandemia, com a “atividade mais sobrecarregada”, apoiando e avaliando conjuntamente pacientes covid e não covid, mas também “os colegas que tiveram de passar a condicionar a sua ação” e, por vezes, trabalharam “em condições de risco”.

“É importante explicar que os recursos dos hospitais são finitos”, realça. Em alturas “terríficas”, como a que se viveu de outubro a dezembro no Hospital de Guimarães, “todos os colegas ajudam. Houve colegas, mesmo de especialidades cirúrgicas que vieram ajudar a ver os doentes que tinham covid, os colegas das especialidades médicas trabalharam em conjunto para poder ultrapassar este obstáculo.”

No Hospital Senhora da Oliveira foram deslocados espaços “que tiveram que ser ocupados para acomodar os doentes que tinham covid”, e médicos deslocaram-se “das suas funções naturais para outras funções”. Por este motivo, algumas das tarefas não foram cumpridas, “porque as pessoas não estão naquele sítio a fazer a mesma função e esses espaços não existem para que essas funções sejam feitas”, explica. Neste momento estão a “libertar esse espaço, a libertar esses colegas e, normalmente, avidamente estão a retomar a sua atividade progressivamente”.

Pedro Cunha não tem dúvidas de que “houve um espírito de colaboração muito significativo” entre todos. “Toda a gente que trabalhou no hospital, trabalhou com um espírito de missão significativo para nós podermos gerir e debelar com eficácia esta pandemia”.

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