Três dias, 40 mil entradas e uma comunidade unida no Rock no Rio Febras
A organização do Rock no Rio Febras fez um balanço amplamente positivo da 5ª edição do festival, que decorreu na Quinta da Ponte, em Briteiros, destacando o forte espírito de comunidade, a ausência de incidentes e o impacto solidário do evento.

© Rock no Rio Febras
Em comunicado, a organização considera que a edição deste ano foi mais do que um festival de música, classificando-a como “um manifesto de amor” e uma demonstração de que a união em torno de uma causa solidária pode gerar um ambiente único. Um dos maiores agradecimentos é dirigido aos voluntários, apontados como “o verdadeiro motor e coração do Febras”. A organização destaca a dedicação de dezenas de pessoas que, de forma voluntária, contribuíram para a montagem do recinto, apoio logístico e funcionamento do festival, sublinhando que o seu trabalho representa “uma lição de humanidade”.
O público merece igualmente destaque no balanço. A organização enaltece o ambiente vivido ao longo dos três dias, marcado pelo convívio, pela música e pelo respeito entre todos os participantes. O facto de o festival ter terminado sem qualquer incidente registado é apontado como reflexo da postura cívica dos festivaleiros e da atmosfera que caracteriza o evento.
No plano institucional, o Rock no Rio Febras agradece o apoio da Câmara Municipal de Guimarães, da Junta de Freguesia de Briteiros, da Proteção Civil, das autoridades de Saúde Pública, da GNR, dos Bombeiros Voluntários das Caldas das Taipas e do Laboratório da Paisagem, entidades que garantiram as condições de segurança, sustentabilidade e operacionalidade do recinto.
A organização fez ainda questão de reconhecer o contributo dos parceiros que apoiam o festival, salientando que o evento continua a distinguir-se por não recorrer a patrocinadores tradicionais, privilegiando relações de proximidade com entidades que partilham os mesmos valores de solidariedade e responsabilidade social. As bandas que integraram o cartaz também merecem elogios, com a organização a destacar a qualidade das atuações e a ligação criada entre os artistas e o público. A frase mais ouvida durante o festival – “não sei qual foi o melhor concerto” – é apontada como reflexo da consistência artística da programação.
Uma palavra de agradecimento foi igualmente dirigida aos órgãos de comunicação social, pelo trabalho de divulgação do festival e da sua missão solidária.
O Rock no Rio Febras encerrou a sua 5ª edição com números que espelham a dimensão alcançada: “cerca de 40 mil entradas registadas ao longo dos três dias e 15 mil pataniscas servidas”. Para a organização, mais do que os números, “permanece a convicção de que é possível promover cultura de forma genuína, envolvendo a comunidade e contribuindo para apoiar quem mais precisa”.
O cartaz deste ano reuniu nomes como Wolfmother, The Last Internationale, Blind Zero, Clã, Dapunksportif, Them Flying Monkeys e The Twist Connection, dando igualmente destaque a projetos locais como This Penguin Can Fly, Noise At Valve e Correr Andar.





