Três dias, oito projetos e entrada livre, está revelado o cartaz do L’Agosto 2026
Festival regressa aos Jardins do Museu Alberto Sampaio entre 30 de julho e 1 de agosto com artistas nacionais e internacionais

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O festival L’Agosto regressa a Guimarães nos dias 30 e 31 de julho e 1 de agosto de 2026, reforçando a sua identidade como um dos eventos culturais mais singulares da cidade. A grande novidade desta edição é a entrada livre para todos os concertos, numa aposta clara na democratização do acesso à cultura e no fortalecimento da ligação entre a música contemporânea e o espaço público.
Instalado novamente nos Jardins do Museu Alberto Sampaio, em pleno centro histórico vimaranense, o festival alarga-se este ano a três dias de programação, reunindo artistas nacionais e internacionais que atravessam diferentes géneros musicais, do rock psicadélico ao jazz contemporâneo, da eletrónica à música tradicional reinventada.
Entre os destaques do cartaz estão os portugueses The Black Wizards, que chegam ao L’Agosto numa nova fase da sua carreira. A banda prepara o lançamento de um novo álbum em 2026, editado pela Hassle Records, apresentando uma sonoridade mais direta, crua e garageira, sem abandonar as raízes psicadélicas que os tornaram uma referência no circuito alternativo europeu.
Da Síria chega Rizan Said, conhecido internacionalmente como “The King of Keyboard”. Figura central da música popular síria contemporânea, o compositor e produtor promete transformar os jardins do museu numa autêntica celebração coletiva, através da fusão entre ritmos tradicionais de dabke e eletrónica moderna.
A programação inclui ainda o projeto Ella Nor & Mogno, que apresentam “Dobermann”, um trabalho que cruza influências da pop, música latina e eletrónica, bem como o duo escandinavo Lust For Youth, um dos nomes mais respeitados da eletrónica europeia contemporânea, conhecido pela sua constante reinvenção entre a cold wave, o synth-pop e as paisagens sonoras atmosféricas.
O cartaz integra também o projeto DJ K-SETS, uma viagem musical construída a partir de cassetes e sonoridades da Afroeurásia, e os portugueses AXES, sexteto liderado por João Mortágua que se destaca pela abordagem inovadora ao jazz contemporâneo.
Outra das propostas internacionais é a dos venezuelanos Zeta, coletivo atualmente radicado nos Estados Unidos, cuja música combina post-rock, punk, psicadelismo e ritmos afro-caribenhos numa experiência intensa e energética. Já os Bons Rapazes, projeto formado pelos radialistas Álvaro Costa e Miguel Quintão, levam ao festival um formato DJ set que transforma a linguagem da rádio numa pista de dança.





