Uma “Lufada” de cultura

A “Lufada” que a vereadora Adelina Paula Pinto espera que se torne em vendaval vai começar no dia 19 de junho e prolonga-se até 10 de julho. É a reabertura possível da cidade à cultura e aos artistas.

A Oficina concebeu um programa excecional para tempos excecionais. Entre junho e julho, a fruição das artes ocupará pátios, jardins e salas de museu com uma programação de artes performativas, visuais e ações formativas. Foram trabalhadas as escalas, a diferente natureza das propostas e sobretudo o contexto de segurança da sua apresentação e vivência, para que a experiência da relação com os públicos seja integral.

O programa incide sobre as sextas-feiras. Dia 19 de junho, inicia-se esta retomada cultural da cidade, às 19h00, nos Jardins do CCVF, com o The BJazz Choir. Nascido em finais de 2012, no ano em que Guimarães foi Capital Europeia da Cultura, associado à escola de jazz do Convívio, é atualmente uma entidade independente e constitui-se como The BJazz Choir Associação Cultural. A formação inclui elementos de várias profissões, oriundos não só de Guimarães mas também do Porto, Braga, Famalicão e Celorico de Basto. O repertório inclui arranjos originais criados propositadamente para o coro sobre temas de jazz, blues, soul, gospel, bossa nova e fado-jazz, sem esquecer a vertente pedagógica.

Na mesma data, após o sol se pôr, a ‘Lufada’ traz-nos o Turno da Noite, uma desafiante visita noturna ao Centro Internacional das Artes José de Guimarães, à hora em que está encerrado ao público, aos locais em que não é permitida a entrada a pessoas estranhas ao serviço, para ouvirmos histórias sobre peças que não estão expostas. Às 22h00, às 22h30 e às 23h00 (com lotação máxima de 7 pessoas em cada horário), serão realizados percursos de descoberta às reservas do CIAJG e assim conhecer os museus que existem dentro do Museu.

Dependendo dos casos a lotação ficará limitada entre 40 e 70 pessoas

No dia 26 de junho, pelas 18h00, no Terreiro do CCVF, acontece Madame – conversas privadas em espaço público propõe um encontro para o qual o convidado é desafiado a colocar uma questão que obedeçam aos critérios tradicionais dos temas abordados pelos videntes-oráculos-profetas (trabalho e negócios; amor e família; sorte e azar). Este será o mote para o desenvolvimento de uma conversa na fronteira entre a confidência, o conselho e o desabafo, onde Madame relembra histórias e parábolas, partilha experiências e expetativas e questiona o real, jogando-se tudo num limbo de definições. Este encontro é criado e interpretado por António Alvarenga e Leonor Barata, com o acompanhamento dramatúrgico de João Fiadeiro. Esta sexta-feira prossegue na companhia da voz, do piano e da guitarra (acústica) de Benjamim, que se apresenta a solo no Pátio do CCVF, a partir das 19h00.No dia 3 de julho, a “Lufada” fica a cargo de Minta & The Brook Trout, às 19h00 nos jardins do Palácio Vila Flor.

O último dia da “Lufada”, 10 de julho, tem programação de peso. Primeiro, o pianista Pedro Emanuel Pereira, às 19h00, no pátio do CCVF e pela noite, às 21h45 é apresentado o último filme de Rodrigo Areias, Surdina, com música ao vivo de Tó Trips (Dead Combo), no jardim do CCVF.

O grande senão de todos estes espetáculos será a lotação limitada em função das imposições sanitárias. Dependendo dos casos a lotação ficará limitada entre 40 e 70 pessoas. Para garantir que os espetáculos continuam a chegar às pessoas será feita a transmissão, embora Rui

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