Vânia Dias da Silva: Guimarães “está realmente a ficar para trás” nos transportes ferroviários
Vereadora demonstrou “grande preocupação com a situação”.

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Vânia Dias da Silva, vereadora da Coligação Juntos por Guimarães, questionou o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, na reunião do executivo municipal da passada quinta-feira, 10 de março, acerca das ligações ferroviárias de alta velocidade e do regresso do alfa-pendular.

No que toca ao alfa pendular, Domingos Bragança disse “que já há deu instruções nesse sentido, de se repor, passada esta fase difícil da pandemia, e que, portanto, iremos tê-lo novamente, mas não há nenhuma data concreta”. Vânia Dias da Silva acredita, por isso, que “não há propriamente uma intenção de ser feita essa reposição”.
“O plano ferroviário nacional que foi apresentado é um plano ferroviário que, neste momento, deixa Guimarães completamente fora”, lembrou a vereadora demonstrando “grande preocupação com a situação”.
Domingos Bragança adiantou que será apresentado um estudo “no final de março ou abril”, mas Vânia Dias da Silva acredita que este “se prende apenas com a mobilidade interna do concelho e em nada que ver com o plano ferroviário nacional e as ligações de Guimarães a alta velocidade”. A social democrata lembra que “houve já vários estudos que deram em nada”. “Passamos a vida a fazer estudos sem uma visão de conjunto, sem uma visão integrada da mobilidade, fazem-se anúncios vários daquilo que eu chamei, proto projetos, porque eles depois nunca se desenvolvem”, acrescentou.
“O que sempre pedimos foi que houvesse uma ligação boa, célebre e que aproveitasse outras sinergias àquela que venha a ser a alta velocidade”, lembrou a vereadora da coligação Juntos por Guimarães. A cidade, diz “está realmente a ficar para trás neste domínio e isto tem muito que ver com aquilo que é o desenvolvimento económico de Guimarães”.
Vânia Dias da Silva destacou ainda que, “sem bons transportes para e de Guimarães, a fixação de pessoas não se faz e a fixação de empresas muito menos”. “A ligação ferroviária que nós temos atualmente é uma ligação ferroviária que serve muito mais a percursos de curta distância do que percursos de longa distância”, acrescentou destacando que “ir do Porto a Guimarães em 1h20 é uma coisa que não é razoável”.





