Vasco Botelho da Costa: “Muito ligados à corrente para conseguirmos ter sucesso”

O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, falou este sábado à comunicação social, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Vitória, da 7ª jornada da Liga, marcado para este domingo, às 15h30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas.

© Moreirense

Questionado se o facto de o Moreirense chegar ao dérbi com mais pontos que o Vitória pode ser um elemento diferenciador, o técnico foi perentório: “Não tem nada a ver, por todas as razões e mais algumas.” Justificou que, por se tratar de um dérbi e de início de época, “as equipas ainda não estão a 100%”, lembrando que ambos os clubes integraram jogadores mais tarde. Garantiu ainda que a equipa quer “continuar a olhar para nós”, assumindo que “sentimos que demos alguns passos em frente no jogo com o Marítimo”, mas reconhecendo “uma margem muito grande de crescimento”. Sublinhou também a importância de estar “muito ligados à corrente, desde o primeiro até o último apito do árbitro” para alcançar o sucesso. Sobre o que a vitória diante do Marítimo trouxe para a preparação do dérbi, Botelho da Costa afirmou que o triunfo trouxe “a felicidade normal de quem ganha”, destacando também o papel dos adeptos, a quem deixou um apelo “para marcarem presença em grande número”. Vincou, no entanto, que não quer “deixar que o resultado influencie tudo”, defendendo que a equipa deve focar se no “processo” e no “crescimento”, com o objetivo de alcançar “os três pontos”.

Questionado sobre a disponibilidade de João Veloso, o treinador confirmou que o médio “ainda está fora”, explicando que, apesar de estar “na última fase de recuperação”, a equipa técnica entende “que não é ainda a altura de voltar”. Sobre possíveis alterações no onze, Botelho da Costa considerou uma “mais valia” poder observar o Vitória antecipadamente, referindo que dispõe de jogadores “com determinadas características” que permitem explorar diferentes cenários, tanto do ponto de vista ofensivo como defensivo. Elogiou ainda o técnico adversário, lembrando que já “há vários anos” defronta Tiago Margarido, a quem classificou de “excelente treinador”.

Questionado sobre a possibilidade de o Vitória procurar dominar a posse de bola, o treinador comparou o confronto a “o gato e o rato”, explicando que as duas equipas partilham “princípios semelhantes” e que será preciso “lutar” pela bola. Reconheceu ainda que a equipa tem vindo a preparar se para jogar “também no desconforto”, recordando as dificuldades sentidas em duelos anteriores frente a FC Porto e Benfica.

Por fim, questionado sobre o reencontro com Alanzinho, agora como adversário, Vasco Botelho da Costa admitiu que o momento será “muito especial” para o jogador, “querido por toda a família do Moreirense”. Ainda assim, sublinhou que, durante a partida, cada um vai “querer defender as cores” da sua equipa, deixando a promessa de que, no final, haverá “abraço e festa e carinho”.

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