Vasco Botelho da Costa perspetiva Taça de Portugal: “Zero revoluções e zero sentido de dar oportunidade”
O treinador do Moreirense alertou para a exigência física e mental do duelo com o AVS SAD, lembrou o aviso do passado com o Fafe e garantiu que vai apresentar a equipa mais forte para vencer.

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O Moreirense inicia este sábado a sua caminhada na Taça de Portugal, com a receção ao AVS SAD no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas (14h00). Na antevisão à partida da 3.ª eliminatória, o treinador Vasco Botelho da Costa alertou para os perigos de defrontar um adversário de um escalão inferior e sublinhou a importância de entrar em campo com a mentalidade certa.
Apesar da diferença de divisões, o técnico dos cónegos rejeita qualquer favoritismo antecipado e deixa um aviso claro em relação à atitude da equipa: “Não podemos, de forma alguma, dar confiança, nem deixar o adversário crescer do ponto de vista emocional. Sabemos que há sempre aquela motivação por estar a jogar contra uma equipa de divisão superior e aquele sacudir de responsabilidade para o nosso lado. Portanto, é um jogo onde o lado mental também conta muito.”
As memórias de deslizes passados, nomeadamente a eliminação frente ao Fafe numa edição anterior, continuam bem vivas na mente do grupo, mas servem agora como uma ferramenta de maturidade. “O jogo do Fafe ainda está bem presente nas nossas memórias, o que é bom no sentido de aprendizagem. Temos a consciência de que é um jogo especial para os nossos adeptos, é um dérbi em que temos de respeitar ao máximo o nosso adversário”, frisou.
Sobre a valia do AVS SAD, com quem o Moreirense já mediu forças no arranque da pré-época, Vasco Botelho da Costa antevê uma partida bastante exigente. “Não acho que as diferenças sejam tão abismais. É uma equipa com valor, qualidade individual e do ponto de vista físico muito forte. Se dermos tempo e espaço, têm jogadores para nos fazer mal. Tudo depende da nossa mentalidade e abordagem”, sustentou.
Sem “revoluções” nem espaço para facilitismos
Questionado sobre a possibilidade de gerir o plantel e promover rotação no onze inicial por se tratar de um duelo da Taça, o timoneiro do clube de Moreira de Cónegos foi perentório ao afastar qualquer cenário de gestão facilitadora.
“Serão as alterações necessárias para apresentarmos a melhor equipa para vencer. Estamos numa fase onde a rotina e a repetição também são importantes. Por isso, zero revoluções e zero sentido de ‘dar oportunidades’. Nós queremos ganhar e vai entrar a equipa mais preparada”, assegurou, confirmando ainda categoricamente que não haverá espaço para a estreia do guarda-redes Aranha nesta eliminatória.
A fechar, o treinador abordou a ambição do clube na competição rainha do futebol português, inspirando-se em trajetórias recentes de sucesso de equipas fora do lote dos crónicos candidatos. “Temos tido um exemplo fantástico de que é possível equipas que normalmente não ganham competições poderem ganhar. Quem está no futebol e é ambicioso tem de acreditar que é possível. É passo a passo, eliminatória a eliminatória. Agora só interessa o AVS, mas sabemos o que temos de fazer para ter sucesso”, concluiu.





