Velhos Nicolinos: Qualquer recuo “será uma desilusão”

José Ribeiro, que preside há cerca de três anos à Associação de Antigos Estudantes do Liceu de Guimarães/Velhos Nicolinos, que tem sede na Torre dos Almadas, no Centro Histórico de Guimarães, acredita que as Festas Nicolinas deste ano se realizarão com alguma normalidade, com exceção do Pinheiro, o primeiro número, que “poderá ser alvo de algumas restrições”.

© João Peixoto

O presidente da AAELG/Velhos Nicolinos, que desde 1974 está ligado à questão das Nicolinas, quer em comissões, quer nas várias passagens pela associação, diz que há uma “grande expectativa” para a edição deste ano das festas, e que qualquer recuo “será uma desilusão” nomeadamente para os mais novos que “vivem muito os números deles, com muita ansiedade”.

“O Pinheiro é um número que mexe muito com os mais novos, e no ano passado foi terrível”.

José Ribeiro

Quanto aos Velhos Nicolinos, “na nossa idade, falamos sobretudo do Pinheiro e das Danças”, diz o presidente da associação.

Relativamente ao Pinheiro, José Ribeiro acredita que, apesar da “ansidedade” de muitos, o facto de dia 29 de novembro ser segunda-feira, e de algumas pessoas terem ainda “receios associados à pandemia”, poderá fazer com que não tenha “a dimensão de outros anos”, mas os restaurantes vão “voltar a encher”.

O presidente da associação aconselha que os participantes no Pinheiro tenham cuidados, mantendo as regras de distanciamento entre grupos: “Sejam prudentes e cautelosas porque o virus vai andar por aí”, diz José Ribeiro.

Já quanto às Danças de S.Nicolau, estão já, como é habitual, a decorrer os ensaios.

© Danças de S.Nicolau CMG

FESTAS NICOLINAS E A CANDIDATURA A PATRIMÓNIO IMATERIAL DA UNESCO

Segundo José Ribeiro, o processo de candidatura das Festas Nicolinas a Património Imaterial “está parado”. Depois da apresentação do livro com o estudo que foi realizado sobre as Festas Nicolinas, um livro de investigação “interessante”, “não houve mais nada”, diz, acrescentando que “o registo nacional ainda não está feito”, e “só depois do reconhecimento nacional é que poderá ser apresentada uma candidatura à Unesco”.

“Não sou adepto fervoroso dessa opção, da classificação das Festas como Património Imaterial”.

José Ribeiro, presidente da Associação AAELG/Velhos Nicolinos.

Apesar de se mostrar “disponível para colaborar” numa eventual candidatura, José Ribeiro teme que, a partir do momento em que a candidatura se concretize surjam “influências externas”, sobre as Festas. “É um processo complicado e difícil”, diz o presidente da AAELG/Velhos Nicolinos.

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