WEST WAY LAB REGRESSA PARA A 6.ª EDIÇÃO COM 29 CONCERTOS E NOVO RECINTO

A sexta edição do West Way Lab está aí a bater à porta. Desde 2014, o festival tem crescido gradualmente e a edição deste ano é talvez “a mais planetária”. O programa do festival de música vimaranense foi apresentado esta tarde no Santa Luzia ArtHotel e decorre ao longo de quatro dias, de 10 a 13 de abril, com 29 concertos agendados e com uma grande novidade: o recinto, que se assemelha mais ao de um festival.

Depois de seis anos consecutivos, o West Way Lab tem como agora foco principal dar o salto e ser reconhecido como um dos maiores festivais de primavera do país. “Achamos que daqui a alguns anos, será inevitável falar de festivais de primavera e não se falar em West Way Lab”, disse Rui Torrinha, Diretor Artísitco. Para que esse objetivo seja alcançado, há vários fatores de cresciemnto e inovação que o festival demonstra nesta sexta edição.

O país em destaque de 2019 é o Canadá. “Esta edição estica o mapa mundo no festival, é uma edição mais planetária. Desde logo, porque temos o Canadá como país convidado, damos logo o salto fora da Europa e é um desejo que temos, estreitar laços com o resto do mundo. O Canadá é um país altamente inspirador do ponto de vista da sua cultura, da forma como promove a sua cultura além fronteiras. E tivemos um grande entusiasmo pela parte do Canadá para estarem representados no festival”, começou por explicar Rui Torrinha.

Uma das outras grandes novidades será o recinto, que se assemelha mais a um festival. “O recinto do festival este ano vai ser muito diferente. Vamos ter três palcos no Vila Flor, com mais espírito de festival. O recinto será construído desde logo no terreiro, em frente ao Palácio. Depois vai envolver todo o edifício, onde estará um palco na praça coberta e dois palcos interiores. Há um grande recinto de circulação de público. No ano passado foi feito com controlo de acesso às salas, mas este ano o único controlo de acesso às salas tem a ver com a lotação, porque depois haverá no recinto uma série de serviços e circulações possíveis, como se estivéssemos no recinto de um festival. Sendo um festival urbano, faz sentido que estruturalmente haja este crescimento”, apontou o Diretor Artístico. Em termos de infraestruturas, há ainda a criação do Lab Lounge, dentro das conferências, que será um espaço de “networking”, montado no foyer do Grande Auditório, sendo “uma forma de criar condições para que os artistas se encontrem com os agentes e criar condições para a internacionalização”.

Uma das características que Rui Torrinha salientou na apresentação do programa deste ano foi a defesa da diversidade do West Way Lab, que promove a liberdade de criação dos artistas. “Há uma série de conversas passadas no festival, uma série de sugestões a vários agentes e a profissionais da música que nos sugeriam que os conteúdos dos festivais fossem tratados de outra forma. O que defendemos é que essa liberdade tem que estar à frente e é isso que distingue o West Way Lab. A dimensão do processo, a forma como os artistas se apresentam, com a sua originalidade, com a sua autenticidade é o que marca de facto o festival. O festival traduz a defesa da diversidade. Isto é também um jeito político do festival no sentido de que esta formatação do gosto e dos mercados que é muito perigosa. Este festival defende o lugar do artista que se quer expressar livremente”, afirmou.

Este ano há também mais parceiros, como o S. Mamede CAE, a Associação Convívio e o Santa Luzia ArtHotel. “A importância de envolver mais parceiros é transmitir a ideia de que este é um festival de cidade. Ainda que o Vila Flor seja o hub, pelas infraestruturas, a ideia é que o no futuro seja cada vez mais um festival de cidade. Estamos a fazer um percurso de colaboração e da preparação de um caminho que a cidade deve abraçar, que é o circuito da live music. E é também fazer a cidade perceber o potencial que isto tem do ponto de vista económico e cultural”, referiu Rui Torrinha.

São esperados artistas em Guimarães para o West Way Lab como Black Mamba, Jacco Gardner, Violetta Zironi, Smartini, Captain Boy, Mister Roland, Paraguaii, Whales, entre muitos outros.

O orçamento para o West Way Lab 2019 ronda os 90 mil euros.

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