Zaragoza é a Capital Verde Europeia 2028; Benidorm e Estarreja conquistam a Folha Verde

Guimarães, atual Capital Verde Europeia, foi palco, na quinta-feira à noite, da cerimónia que revelou as cidades vencedoras dos prémios Capital Verde Europeia e Folha Verde Europeia 2028. Zaragoza, em Espanha, recebe o título principal, enquanto Benidorm, também em Espanha, e Estarreja, em Portugal, partilham a Folha Verde.

@ Mais Guimarães

A Comissão Europeia, que organiza os prémios, justificou a escolha de Zaragoza com a sua forte governação e o compromisso de longo prazo, que permitiram à cidade responder com sucesso aos desafios climáticos. A biodiversidade urbana, as áreas verdes e a utilização sustentável do solo foram outros dos aspetos destacados. A Capital Verde Europeia 2028 recebe 600 mil euros e cada uma das Folhas Verdes, atribuídas a cidades entre os 20 mil e os 100 mil habitantes, recebe 200 mil euros. Ao todo, foram avaliadas 27 candidaturas. Concorriam ainda ao título principal Aalborg (Dinamarca), Bielsko-Biała (Polónia), Košice (Eslováquia) e Porto (Portugal). Na Folha Verde, a lista de finalistas incluía também Chiclana de la Frontera (Espanha).

Guimarães, “a primeira cidade de Portugal”

Na sessão de boas-vindas, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, saudou os representantes da Comissão Europeia e das cidades finalistas e recordou a história do concelho. “Quero dar-vos as boas-vindas a Guimarães, a primeira cidade de Portugal. Em 2028 vamos celebrar o 9.º centenário da fundação do nosso país”, afirmou, lembrando que foi em Guimarães que “começou toda a viagem de construção de um país como Portugal, a 24 de junho de 1128”. O autarca sublinhou que “uma cidade com raízes fortes consegue imaginar facilmente o futuro e construir o presente” e que foi “com a força do nosso povo” que Guimarães iniciou o caminho da sustentabilidade. Deixou ainda um agradecimento ao antigo presidente da Câmara, Domingos Bragança, que “começou esta jornada para alcançar o objetivo de ser Capital Verde Europeia”.

Ricardo Araújo assumiu como “uma honra e uma responsabilidade especial” manter este compromisso e o objetivo de “transformar Guimarães numa capital de referência em qualidade de cidade na Europa”. Partilhou três mensagens com as cidades presentes: a importância de uma missão clara, de comunicação pública permanente ao nível político e de plataformas que permitam envolver cidadãos, organizações e empresas.

Sobre a comunicação, deu o exemplo do que ouviu em Londres, nos últimos três dias, junto do presidente da Câmara, Sadiq Khan. Referiu um caso de 2013, conhecido globalmente, em que uma mãe perdeu a filha de nove anos e a poluição do ar foi, pela primeira vez, reconhecida como causa de morte. A partir daí, a cidade passou a ter uma ambição clara de reduzir a poluição. “É importante, para nós políticos, mas não só, ter uma visão clara do que queremos alcançar e partilhá-la com a comunidade”, disse.

O presidente destacou também a inauguração, nesse dia, do Parque da Imaginação Musical, no Parque da Cidade, projeto proposto pela comunidade. “É uma das melhores combinações para nós, que fomos Capital Europeia da Cultura em 2012 e somos Capital Verde Europeia em 2026. É um bom exemplo de combinação entre cultura e ambiente”, afirmou, defendendo que só é possível construir uma cidade mais sustentável “se conseguirmos envolver os nossos cidadãos”.

Quem é a Capital Verde Europeia 2027

A Capital Verde Europeia de 2027 é Heilbronn, na Alemanha, distinguida pela pontuação elevada na qualidade do ar e da água e nas políticas de redução de ruído e de resíduos, entre outros critérios. Em 2026, o título pertence a Guimarães, e as Folhas Verdes são Águeda e Vaasa (Finlândia).

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