22 CAMAS PARA OS ESTUDANTES DESLOCADOS DA UMINHO NO CENTRO JUVENIL DE S. JOSÉ

Apesar de ainda haver vários estudantes sem residência, 22 alunos da Universidade do Minho de Guimarães vão ter estadia no Centro Juvenil de S. José, que assinou esta terça-feira, dia 16 de outubro, um protocolo com os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho. 

 

 

Uma instituição que se orgulha por acolher em sua casa vários jovens, volta a tomar iniciativa e dar um passo na escassez de alojamento estudantil na cidade-berço. Fernando Xavier, presidente da Direção do Centro Juvenil de S. José (CJSJ) começou a cerimónia de assinatura deste protocolo por referir que a instituição é o sítio certo para estes universitários. “Estamos numa casa que condiz bem com os alunos que vamos receber”, apontou. O CJSJ conta já com 103 anos e a direção garantiu que estes alunos serão recebidos com as melhores condições e que se sintam em casa.

Este é um primeiro passo para a resolução da problemática da escassez de alojamento universitário, que se tem verificado não só no concelho de Guimarães, mas a nível nacional. António Paisana, administrador dos Serviços da Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), não pôde deixar de parte os valores reais desta problemática sentida na Academia. “106 alunos deslocados estão ainda sem alojamento, muitos deles bolseiros”, referiu acerca do número que diz respeito aos polos de Guimarães. No total, são mais de mil alunos deslocados para a cidade-berço, em que 366 estão alojados, o que dá um valor 32%. No entanto, de 2017 para 2018, foram alojados mais 14% dos estudantes.

Rui Viera de Castro, reitor da Universidade do Minho, começou por mostrar o seu agrado com a medida do Orçamento de Estado de 2019, em que o teto máximo das propinas baixou 212 euros. Contudo, deixou claro que “seria fundamental que houvesse outra ação política” por parte do Governo, em relação à falta de alojamento. “O Estado deve tomar consciência e perceber que lhe cabe também parte da resposta”, apontou. O reitor da Universidade do Minho esclareceu ainda que este problema de alojamento estudantil “resulta de uma enormíssima conquista dos portugueses”. “Há 40 anos, 10% da população frequentava o ensino superior. Agora, são mais de 50%, o que coloca desafios às instituições e às comunidades”, afirmou Rui Vieira de Castro, acrescentando que este protocolo foi “um momento de grande satisfação”.

Com a mesma opinião que o reitor, Nuno Reis, presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), garantiu que a iniciativa daquela cerimónia deveria ser replicada pelo país. “Tornou-se essencial encontrar soluções. Isto é um exemplo para a forma como devemos olhar para esta problemática. O Estado devia olhar para estes exemplos”, referiu.

A Câmara Municipal esteve representada pela vice-presidente e também vereadora da Educação, Adelina Paula Pinto, que mostrou vontade em solucionar esta problemática do alojamento, pois Guimarães quer receber cada vez mais alunos universitários. “Queremos assumir um concelho que tenha uma Universidade, não apenas um polo. Queremos que os jovens que escolheram Guimarães para estudar tenham as melhores condições”, referiu.

O protocolo vigorará por nove meses, com perspetiva de renovação no próximo ano letivo. Esta iniciativa resulta do projeto lançado pelo município designado por “Guimarães Anfitriã”, em parceria com a Universidade do Minho, para combater a escassez de alojamento para os estudantes universitários deslocados que escolheram a cidade-berço para a sua formação académica.

 

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