24 de fevereiro: O mundo acordou com a notícia do início da invasão russa à Ucrânia

A Rússia invadiu a Ucrânia espalhando o terror e destruição num território onde viviam cerca de 44 milhões de pessoas. Invasão terá provocado já mais de 30 mil mortos civis, 21 mil só na cidade portuária de Mariupol, adianta o autarca local.

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À medida que o conflito se adensa, surgem relatos de torturas, violações e fuzilamentos. A comunidade internacional, através de sanções económicas e políticas procura asfixiar e isolar a Rússia. O medo da utilização de armas nucleares retém o apoio militar internacional a Kiev, que se fica pelo envio de armamento.

Com uma capacidade militar claramente inferior, a Ucrânia tem sobrevivido a esta investida desencadeada por Vladimir Putin, que já dura há um mês e meio. Volodymyr Zelensky, o presidente ucraniano, transformou-se num herói improvável para os ocidentais. Mais de cinco milhões fugiram da guerra, mulheres crianças e idosos desesperados procuram paz num qualquer lugar pela Europa. Cento e sessenta, para já, encontraram-na em Guimarães.

Mais de cinco milhões fugiram da guerra, mulheres crianças e idosos desesperados procuram paz num qualquer lugar pela Europa. Cento e sessenta, para já, encontraram-na em Guimarães.

A 24 de fevereiro, o mundo acordou com a notícia do início da invasão russa à Ucrânia: A Guerra tinha regressado ao continente europeu.

Dois dias antes, Vladimir Putin, presidente russo, anunciou o reconhecimento, de forma unilateral, da independência das regiões ucranianas de Donbass que possuíam movimentos separatistas pró-russos, Donetsk e Luhansk. A invasão, inicialmente, foi justificada por Putin como a forma de defender os cidadãos russos nesses territórios.

A tensão entre a Rússia e a Ucrânia vinha-se acentuando nos últimos anos, quer pela ocupação russa da Crimeia, em 2014, quer pelo desejo da Ucrânia em entrar para a NATO, uma intenção consagrada na Constituição ucraniana em fevereiro de 2019, bem como também, o desejo de integração na União Europeia.

A invasão, no entanto, não ocorreu apenas nesses territórios, mas em três frentes, uma invasão em larga escala do território ucraniano e de “cidades pacíficas” que sofreram ataques imediatos. Nas primeiras 12 horas do conflito, a Ucrânia anunciou ter sido alvo de 203 ataques.

As tropas russas entraram no território, a leste pelo Donbass, a norte pela Bielorrússia, alidado, e a sul pela Crimeia. A dimensão da ofensiva militar, em vários pontos do território ucraniano, levou Zelensky, o presidente ucraniano, a comparar a invasão de Putin à que Hitler impôs à Ucrânia na II Guerra Mundial.

A invasão russa foi amplamente condenada pela comunidade internacional, com manifestações em numerosas cidades do mundo e também na Rússia. A 02 de março, era notícia que mais de sete mil pessoas tinham sido já detidas em território russo em manifestações contra a invasão da Ucrânia, com especial incidência na capital, Moscovo, e também em São Petersburgo.

Perante a reação internacional, Vladimir Putin ameaçou os países do Ocidente, caso se decidissem pela interferência no conflito armado. “Quem interferir levará a consequências nunca antes experimentadas na história”, disse Putin.

A ameaça, a 25 de fevereiro, subiu de tom relativamente à Finlândia e  Suécia, quanto a uma possível adesão destes territórios à NATO. Moscovo ameaçou com “sérias repercussões políticas e militares” se Helsínquia e Estocolmo decidirem aderir à organização internacional.

Nos últimos dias, no entanto, é notícia que estes países nórdicos tencionam mesmo candidatar-se, e que tal deverá acontecer, no máximo, até o final do mês de maio.

O presidente russo, Vladimir Putin, defendeu recentemente que o confronto com as “forças anti russas na Ucrânia era inevitável e apenas uma questão de tempo”, adiantando haver naquele país um crescimento do neonazismo. O presidente russo considerou também  que o que está a passar-se na Ucrânia “é uma tragédia”, mas que Moscovo “não teve outra escolha”.

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