André Coelho Lima: “O que o país não conseguiu ver foi um único agente policial durante todo este período”

André Coelho Lima, deputado vimaranense na Assembleia da República, indagou, esta o ministro da Administração Interna acerca dos distúrbios no centro histórico da cidade de Guimarães, esta terça-feira à noite, causados pelos adeptos do Hajduk Split.

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André Coelho Lima, deputado vimaranense na Assembleia da República, indagou, esta o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, acerca dos distúrbios no centro histórico da cidade de Guimarães, esta terça-feira à noite, causados pelos adeptos do Hajduk Split.

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André Coelho Lima lembrou que “são habituais os encontros de futebol com largas centenas
e mesmo milhares de adeptos a deslocarem-se ao nosso país acompanhando o seu clube” e a PSP “tem sabido antecipar estas situações de potencial distúrbio da ordem pública e tem sabido atuar por forma a que a vinda de tais grupos organizados de adeptos não seja feita com prejuízo da tranquilidade e ordem pública”.

Assim, questiona como não foi “possível antecipar estes eventos, talqualmente ao que tem sucedido em tantas outras situações análogas que têm lugar no nosso país”.

“A verdade é que o país pôde ver cidadãos, acompanhadas por bebés e crianças, a abandonarem
esplanadas. A verdade é que se pôde ver pessoas a refugiarem-se no interior dos estabelecimentos comerciais como forma de proteção. O país pôde ver tudo isto. O que o país não conseguiu ver foi um único agente policial durante todo este período”, pode ler-se na mesma nota.

O deputado questiona até que ponto os acontecimentos de ontem transmitem “uma imagem de incapacidade para lidar com fenómenos de massas associados ao futebol, deitando por terra a imagem de segurança e preparação para albergar grandes eventos, imagem que ao longo de anos fomos construindo” e critica a posição adotada pelo Comando Distrital de Braga que optou por “desvalorizar o sentimento de insegurança inequivocamente causado na população, nos comerciantes e até no autarca do concelho, reduzindo os eventos a “um pequeno incidente sem quaisquer consequências ou danos físicos ou patrimoniais”.

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