Espada de D. Afonso Henriques regressa às mãos do primeiro rei após restauro

A espada de D. Afonso Henriques voltou esta segunda-feira ao seu lugar original, às mãos do rei, na estátua junto ao Paço dos Duques de Bragança, após um minucioso processo de conservação e restauro.

© Castelo de Guimarães

A intervenção resultou de uma colaboração entre o Município de Guimarães, o Paço dos Duques de Bragança e a Museus e Monumentos de Portugal, EPE, em articulação com entidades externas especializadas na área da conservação patrimonial. O objetivo foi garantir a integridade e autenticidade de um dos símbolos mais emblemáticos da cidade berço.

Recorde-se que a espada tinha sido removida preventivamente em novembro de 2025, depois de se verificar a ausência do pomo, elemento que remata o punho, levantando preocupações de segurança. O histórico recente da peça inclui episódios de vandalismo, tendo sido partida em 2014, roubada em 2020 e novamente danificada em 2021.

Com a conclusão dos trabalhos, a escultura recupera agora a sua configuração original, respeitando os desenhos do autor, António Soares dos Reis. Inaugurada em 1887 e instalada junto ao Paço dos Duques desde 1940, a estátua de D. Afonso Henriques é considerada um dos mais relevantes marcos patrimoniais da cidade.

Na reunião de Câmara desta segunda-feira, o presidente da autarquia, Ricardo Araújo, manifestou satisfação pelo regresso da espada ao seu lugar, sublinhando a importância de preservar este símbolo histórico. O autarca expressou ainda o desejo de que não voltem a ocorrer atos de vandalismo que comprometam este património, relevante não só para Guimarães, mas para todo o país.

O tema da proteção do património voltou também recentemente ao debate político local, com propostas para reforço de medidas de vigilância em monumentos, numa tentativa de prevenir novos incidentes.

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