A GINÁSTICA ARTÍSTICA PREENCHEU GUIMARÃES DE DISCIPLINA, FOCO E FAIR PLAY

Dia de nervos para muitos, tarde de celebração desportiva para os fãs. A última prova antes do Campeonato do Mundo instalou-se em Guimarães e ajudou a “engrandecer” o nome da ginástica portuguesa. 

@Nuno Rafael Gomes/ Mais Guimarães

Traves, argolas, solos e muito mais. Músculos rijos, movimentos minuciosamente executados, o sorriso de quem cumpre, a desilusão de quem não. Houve espaço para isto e muito mais na Taça do Mundo de Ginástica Artística, que trouxe a Guimarães a elite da modalidade entre a última quinta-feira e este domingo. Não é a primeira vez que tal acontece em Guimarães — no ano passado, no mesmo espaço (o Multiusos), também se realizou uma Taça do Mundo de Ginástica Artística por cá. Desta vez, o Multiusos acolheu a última prova antes do Campeonato do Mundo, que se realiza em outubro próximo em Estugarda.

Álvaro Sousa, vice-presidente da direção da Federação de Ginástica de Portugal, avaliou com nota positiva o evento e a prestação dos atletas portugueses: “Correu dentro do esperado. Acho que Guimarães participou neste evento com todo o apoio logístico. É um evento que engrandece e divulga a ginástica portuguesa. Quanto à seleção, só podemos estar contentes. Ganhamos hoje um aparelho e ganhamos medalhas durante o evento.” Este domingo, Portugal disputou cinco finais na competição, sendo que Filipa Martins levou a melhor na trave, fazendo ecoar o hino nacional de Portugal no Multiusos. No sábado, a mesma atleta conquistou o bronze nas paralelas assimétricas. No mesmo dia, Bernardo Almeida chegou ao 3.º lugar nas argolas. Para os Jogos Olímpicos de Tóquio, no próximo ano, Álvaro Sousa disse esperar “o apuramento de um ginasta da artística masculina e uma ginasta da artística feminina”, mas reconheceu que “a competição é feroz”.

Num Multiusos a meio gás no que à audiência diz respeito — pelo menos este domingo, dia em que o Mais Guimarães marcou presença —, Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, realçou que “a ginástica artística é uma modalidade que se está a afirmar em Guimarães”, mas esse “é um caminho de longo curso”. Num fim de semana gordo no que ao desporto diz respeito, com os 97 anos do Vitória, o Guimarães Legends, jogos de futebol e a Taça do Mundo de Ginástica Artística, o autarca sublinhou: “Guimarães é singular no panorama desportivo. Temos uma atividade desportiva muito intensa e eclética.”

@Nuno Rafael Gomes/ Mais Guimarães

Tanto Domingos Bragança como o vice-presidente da Federação de Ginástica de Portugal concordaram que eventos como este podem atrair mais jovens para a prática desportiva. “A política da federação nestes dois mandatos tem como pedra fundamental a organização de eventos internacionais em Portugal, no sentido de promover a disciplina. Desde 2011, conseguimos mais que duplicar o número de praticantes em Portugal e isso é bastante positivo”, afirmou Álvaro Sousa. Acrescentou ainda que, quando a direção atual da federação entrou em cena, “Guimarães não tinha prática de ginástica e agora tem umas instalações para a prática da modalidade que são exemplares”.

No último dia, em que as medalhas estiveram no pensamento dos ginastas que chegaram às finais, imperou o fair play e o convívio nas áreas mais reservadas aos atletas. Contudo, o foco manteve-se sempre. Nas bancadas, a audiência reagiu efusivamente aos representantes portugueses, mas sem nunca desrespeitar os internacionais. E, a cada vez que o hino do Japão, do México ou de qualquer outro dos 13 países presentes preenchia o espaço, toda a gente se levantava. Na ginástica há respeito e a ginástica fez-se respeitar.

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