A Guerra dos Mundos regressou à Europa

Por Eliseu Sampaio,
Diretor do grupo Mais Guimarães

Incrédulos, chocados, assistimos à invasão da Ucrânia pelas tropas russas de Putin.

Com o argumento de que pretendia libertar dois territórios ucranianos, em que existiam movimentos separatistas pró-russos, a Rússia avançou sobre a Ucrânia com toda a força, ocupando o país, lançando a destruição, o caos, morte, e a fuga de mais de dois milhões de ucranianos (poderá chegar aos cinco milhões), sobretudo mulheres e crianças, já que os homens, entre os 18 e os 60 anos, foram obrigados a permanecer no país e a lutar pela sua independência.

Neste conflito, Volodymyr Zelensky transformou-se num herói mundial. Aconteça o que acontecer, o mundo curvou-se foi obrigado a curvar-se perante ele, pelo seu exemplo, pela posição firme que assume na defesa da honra da Ucrânia, da sua terra como nação independente.

A aproximação ao Ocidente, na procura da democratização do território, que a Ucrânia fez nos últimos anos, custou-lhe esta invasão intolerável.

A Rússia lançou um vil ataque ao nosso “way of life”, colocando em causa muito do que acreditamos. A justiça, os respeito pelo outro, pela liberdade do outro, a liberdade que tanto proclamamos no “velho continente” esfumou-se a 24 de fevereiro, trazendo-nos as memórias da Segunda Guerra Mundial, uma repetição que todos queremos evitar, mas que, sabemos, não fica dependente somente da nossa vontade.

Ceder a Putin é agora tão perigoso quanto enfrentá-lo. Vivemos nesse dilema que nos atormenta.

Grande parte do mundo que conhecemos reprova esta ação russa. Mas há o outro mundo, aquele que durante muitos anos ignoramos, que não entendemos e que não dominamos, que se revela nesta ação bélica e destruidora.

Cerremos fileiras. Pelo nosso futuro, pelos nossos!

©2022 MAIS GUIMARÃES - Super8

Publicidade

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?