A Oficina apresentou programação até ao final do ano

A Oficina apresentou, esta terça-feira, a programação para os últimos quatro meses de 2021, com destaque para alguns regressos e estreias absolutas em Guimarães.

© Joana Meneses/Mais Guimarães

Fátima Alçada, diretora artística d’A Oficina, começou por referir que apresentar esta programação era “falar de alguns regressos”, começando com o Manta, que acontece nos próximos de 10 e 11 de setembro, e destacando a retoma da programação regular no Café Concerto e as presenças internacionais em Guimarães.

O mês de setembro “é um mês de celebração”, com o 16.º aniversário do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) a ser marcado por Please Please Please, de La Ribot, Mathilde Monnier e Tiago Rodrigues.

A Casa da Memória aproveita o regresso para celebrar. A Festa na Casa promete “palavras, transformações, contos, sons, comes e bebes numa celebração com toda a comunidade”.

Outubro é apresentado como “um mês de regressos e estreias absolutas”, com as Oficinas do Teatro Oficina a apresentar a novidade do projeto PANOS – palcos novos palavras novas. Também em outubro o Teatro Oficina regressa aos palcos com 1/2 Kg de Carne. Manuela Ferreira volta ao CCVF com (In)Comum, “um jogo [que poderá vir a ser um espetáculo, uma performance, uma conferência-performance, um livro, uma peça radiofónica, um manifesto…]”. Ambos os espetáculos levam a palco elementos do Gangue de Guimarães que, apesar de todas as paragens, continuou a trabalhar. Ainda no décimo mês do ano, há Mostra de Amadores de Teatro, com quatro peças de quatro companhias amadoras vimaranenses. Este é, para Fátima Alçada, “um feliz regresso do teatro amador a estes palcos e à Oficina”.

O Centro Internacional de Artes José de Guimarães (CIAJG) inaugura, a 2 de outubro, o 2.º ciclo de exposições. Marta Mestre, curadora-geral do CIAJG, destaca a obra de Priscila Fernandes, como uma “crítica ao uso do tempo”, assumindo que “o lazer se ensina e pratica”. Ainda no CIAJG, a segunda parte da exposição Complexo Colosso fortalece a ligação à Universidade do Minho, permitindo aos alunos “perceber os bastidores do museu”.

Destaque ainda para o Catálogo Poético de produtos “únicos” (e outras curiosidades) do Comércio Tradicional de Guimarães, na Casa de Memória. A poesia escondida de alguns estabelecimentos comerciais, num percurso intemporal, literário e performativo em que os próprios comerciantes partilham os seus produtos únicos, e outras curiosidades, revelando a “riqueza humana, histórica, do comércio de Guimarães”.

Novembro é, por excelência, o mês do jazz. O festival Guimarães Jazz celebra, em 2021, 30 anos e vai contar com uma exposição e uma publicação que junta materiais que foram sendo recolhidos. Falando em “amplas aberturas e amplos horizontes”, Ivo Martins, programador do Guimarães Jazz, destaca o “jazz mais abstrato, nos limites do free jazz”.

Dezembro trará, ao CCVF, Orlando, um desafio lançado pel’A Oficina a Albano Jerónimo e que envolve as questões da inclusão e das minorias. Em Guimarães, esta não será “só uma peça de teatro”, mas contará também com oficinas com a comunidade e a realização de um documentário.

Sara Barros Leitão volta a Guimarães com Monólogo de uma Mulher Chamada Maria, uma reflexão sobre “o trabalho das mulheres, do seu poder de organização, reivindicação e mudança. É a história das mulheres que limpam o mundo, das mulheres que cuidam do mundo, das mulheres que produzem, educam e preparam a força de trabalho. Esta é a história do trabalho invisível que põe o mundo a mexer”.

Na Loja Oficina, será apresentado o projecto MICA – Mudança e Intervenção Criativa em Artesanato e o Centro de Estudos Alberto Sampaio, para levar mais longe a vida e obra do historiador.

©2022 MAIS GUIMARÃES - Super8

Publicidade

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?