AAUM LANÇA PETIÇÃO EM DEFESA DE MAIS ALOJAMENTO

A Associação Académica do Minho (AAUM) lançou o movimento “Uma Pedra Por Mim”, apelando a medidas para “aumentar a oferta pública de alojamento”.

No dia em que se assinalou o início das matrículas para o novo ano letivo 2019-20, a AAUM lançou o movimento que pretende que os estudantes da Universidade do Minho (UM) depositem uma pedra nos contentores dos campi académicos (Braga e Guimarães), onde podem encontrar um código QR para uma petição online, também lançada esta segunda-feira com as reivindicações dos estudantes.

Segundo a Lusa, no lançamento do movimento, o presidente da AAUM, Nuno Reis, afirmou que “74% da comunidade estudantil da UM são alunos deslocados (entre 13 a 14 mil) e, desde 1998, não foram criadas camas na rede pública dos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho (SASUM), as chamadas residências universitárias, que [actualmente] oferecem 1300 camas, totalmente ocupadas”.

Os estudantes exigem que o próximo Governo inclua verbas significativas no Orçamento de Estado para alojamento, e que arranje soluções alternativas, dado que o aumento das rendas se está a tornar “um flagelo” para os orçamentos familiares.

Recorde-se que, na sexta-feira, a academia já tinha declarado “estado de emergência” nos serviços de ação social devido à “escassez de alojamento e do aumento do preço das senhas de refeição”, lembrando que o Plano Nacional para o Alojamento Estudantil (PNAES) apresentado pelo Governo previa o aumento de “apenas” seis camas para a Universidade do Minho, todas em Guimarães.

Segundo lembra a AAUM, foi anunciado que no referido plano, através da reabilitação de edificado, seriam criadas ate 2022 cerca de 14 mil novas camas a nível nacional com a requalificação de edifícios, sendo dois desses edifícios em Guimarães, nomeadamente a Escola de Santa Luzia e o Convento Rosa Lima. Lamentando a “falta de informação” sobre a requalificação dos edifícios, a AAUM sugere que “a curto prazo poderiam ser ocupadas camas em instituições de utilidade pública locais, como lares, pousadas da juventude, ou até seminários da Igreja Católica”.

Nuno Reis explica que “a medida seria direcionada principalmente para os estudantes bolseiros deslocados porque as residências estão cheias e, apesar de o Governo ter aumentado para 174 euros o complemento de alojamento, é preciso ver que o valor do mercado está nos 250 euros”. Para o dirigente académico “não faz sentido que um aluno bolseiro, que não tem cama na residência, tenha de pagar do seu próprio bolso para estudar”, escreve a Lusa.

Reitor alerta: falta de camas pode afastar alunos da UM

À Rádio Universitária do Minho (RUM), o reitor da academia minhota, Rui Vieira de Castro, alertou que a falta de alojamento estudantil pode afastar alunos da instituição de ensino superior. A preocupação de Rui Vieira de Castro foi igualmente manifestada após o primeiro dia de inscrições de matrículas para o ano lectivo 2019/2020. “Sei que foi tomada uma medida de reforçar o apoio significativo aos estudantes para o alojamento (apoio que aumentou este ano de 130 para 174 euros) mas sabemos que os preços da oferta privada, em Braga e Guimarães, dispararam de uma forma absurda. Isto cria enormes dificuldades aos estudantes e pode pôr em causa as condições de frequência da Universidade do Minho”, referiu.

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