ACREDITAR NA SUSTENTABILIDADE

por JORGE CRISTINO

Terminado o período de férias para a maioria das pessoas, é tempo de regressar às rotinas com o respetivo arranque do ano letivo.

Independentemente da condição de cada um, hoje em dia é certo que neste período todos nos concentramos nas tarefas e nos planos para o resto do ano e meados do próximo.

Todos os Pais, Avós ou Tios com responsabilidade e dedicação aos mais novos pensam em proporcionar um conjunto de experiências, materiais e imateriais, que os ajudem no seu processo de aprendizagem e de crescimento.

Há, no entanto, um tema que não deve ser esquecido e que nunca pode ir de férias. Bem pelo contrário, deve estar sempre presente ao longo de todo o ano e principalmente no inicio da escola – a defesa e a preservação do ambiente.

Ter respeito pelo Ambiente é ter respeito pelo próximo e é também uma questão de ética, que faz parte dos processos de aprendizagem, mas que, para além disso deve fazer parte dos hábitos de cada um, como ação cívica diária, induzindo mesmo para a alteração de comportamentos mais sustentáveis.

Em Guimarães, desde o ano letivo passado, existe um Programa de Educação Ambiental denominado PEGADAS, que se revelou um verdadeiro sucesso, pela sua capacidade de mobilização e pela pertinência das atividades e ações, passando para toda a comunidade educativa um conjunto de informação e de conhecimento, que de outra forma não chegaria a todas as crianças, muito impulsionado pela dinâmica da atividade do Laboratório da Paisagem.

Bem sabemos que a candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020 relevou o tema e fê-lo ganhar mais importância na ordem do dia, no entanto a aposta é de tal forma determinante e estratégica, que o ganho no futuro se tornou incalculável.

Se considerarmos as orientações europeias, agregadas às respetivas metas que cada país tem de atingir para 2030, bem como os programas de fundos comunitários ao dispor para 2014-2020, reparamos que estamos na direção certa e felizmente antecipada em Guimarães por decisão política da Câmara Municipal. Antecipada não só na decisão, mas também num conjunto de investimentos, candidaturas, projetos, ações e fundamentalmente metas, que ainda assim demoram tempo para demonstrar a visão do desenvolvimento de um território sustentável.

Hoje as temáticas que se discutem centram-se essencialmente na forma como os territórios, ao nível local, se adaptam às alterações climáticas que assolam o planeta, à preservação e conservação da natureza e biodiversidade, à definição de programas para manutenção dos espaços verdes existentes, à eficiência e sustentabilidade na mobilidade, entre outras medidas. O grande desafio centra-se em criar modelos de desenvolvimento sustentável para os territórios, tendo em conta os desenhos existentes de cada um, o seu património, a sua cultura, a sua economia, os seus hábitos, etc. No fundo é conseguir adaptar as boas práticas existentes considerando o “dia-a-dia” e a “vida” de cada cidade.

É perante este enorme desafio que devemos todos acreditar na sustentabilidade. É ao mudar numa pequena escala que conseguiremos todos tornar o mundo melhor. É ter hábitos mais sustentáveis, é consciencializando os mais novos e sensibilizando os mais velhos, que juntos conseguiremos.

A Responsabilidade Ambiental não tem cor, ideologia ou crença, é de todos. Bom regresso.

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