Afonso Silva: “Proteger a liberdade depende também de garantir a todos e todas condições materiais para a exercer”

No seu discurso na sessão solene da Assembleia Municipal, comemorativa dos 48 anos do 25 de abril de 1974, que decorreu esta segunda-feira no Teatro Jordão, Afonso Silva, membro da concelhia do Bloco de Esquerda, garantiu ser uma “honra” representar não só o partido como a sua geração.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

Relembrando a “importância da memória coletiva como mecanismo de proteção dos valores democráticos”, Afonso Silva frisou que a “Revolução deu ao regime que fundou uma arma essencial para garantir a preservação desta memória e consequentemente a sua própria sobrevivência – a escola pública”, que funciona como “um antídoto contra as ideias que minam os alicerces do nosso Estado de Direito democrático”.

Assim, o representante do BE, encara a “educação enquanto conquista democrática” e pede que a escola pública funcione como uma “ferramenta essencial para mitigar as desigualdades sistémicas e estruturais da nossa sociedade”.

“Só se cumpre Abril garantindo que somos enquanto povo particularmente exigentes com as suas conquistas, num espírito de irrequieto e positivo inconformismo”, reiterou Afonso Silva.

Desta forma, incita à capacidade de análise crítica “das falhas da nossa sociedade e do nosso regime político, de digladiar ideias, posições e visões distintas, mas sem nunca abdicar dos valores-base que devem nortear a atuação dos agentes políticos no contexto de uma democracia representativa”.

A terminar o seu discurso, o membro da concelhia sublinhou que “proteger a liberdade depende também de garantir a todos e todas condições materiais para a exercer”. “Que nunca os interesses económicos e financeiros de uma elite se sobreponham a esta consideração”, finalizou.

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