Alberto Martins: “A feira semanal devia continuar a funcionar”

De acordo com as medidas anunciadas para os concelhos de risco durante o fim-de-semana, as feiras e mercados de levante foram proibidos. Em causa estão, assim, as feiras semanais realizadas no concelho de Guimarães. A medida está agora a ser analisada, no sentido de serem as autarquias de cada concelho a confirmar que existem condições de segurança e autorizem a realização das feiras.

Alberto Martins, Presidente da Junta de São Torcato, explicou ao Mais Guimarães que, na sua opinião, “as feiras semanais são mercados ao ar livre, com uma propensão muito mais reduzida para a propagação do vírus, do que estabelecimentos comerciais fechados”.




Enquanto Presidente da Junta e enquanto cidadão, recorda que “o pequeno comércio e os pequenos produtores já estavam numa situação dramática, uma vez que estiveram fechados no início da pandemia”. “Grande parte dos feirantes têm a sua família, o seu agregado familiar, normalmente, dependente de um único rendimento”, esclarece, explicando que esta é, muitas vezes, a única fonte de rendimento dos feirantes.

“Nós obviamente percebemos qual é a ideia que o Governo tem com esta determinação, mas entendo que a feira semanal devia continuar a funcionar”, afirma Alberto Martins, relembrando que todas as condições de segurança e de higiene são cumpridas.

“Isto, mais uma vez, vai prejudicar quem menos tem” 

“Já tive várias queixas, perguntas, dúvidas, receios, anseios, choros, já tive de tudo hoje”, confessou ao Mais Guimarães. Durante esta segunda-feira recebeu algumas chamadas e explicou que “as pessoas têm alguma dificuldade, muitas vezes, em descodificar quais são as mensagens que são passadas, sobretudo quando são medidas anunciadas pela televisão”. Alberto Martins tem tentado tranquilizar todas as pessoas que lhe telefonam, porque acredita que “poderá ser possível a retoma, a reabertura, no final da quinzena, ou que o Governo redefina novas indicações, nem que não seja apenas a parte relacionada com a alimentação”.




O Autarca relembra ainda que “muita gente com poder de compra reduzido utiliza as feiras semanais para as suas compras, e isto, mais uma vez, vai prejudicar quem menos tem, quem mais dificuldades tem”. Nas feiras semanais podem comprar-se produtos alimentares e outro tipo de produtos, como roupa e calçado, a preços “a preços muito mais reduzidos” e há quem “não vá ter acesso” aos produtos referidos.

Do ponto de vista de Alberto Martins, esta medida “acaba por ser um erro de interpretação e funcionamento do que é o comércio ao ar livre e do comércio em recintos fechados”, mas não deixa de relembrar que as superfícies comerciais fechadas “têm toda a legitimidade para trabalhar”.

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