André Almeida e a chegada à equipa principal: “Desde pequeno que queria e quando somos pequenos sonhamos em grande”

Jovem médio não tem jogado, mas lembrou o “início de época de sonho”. “Deixei de ser opção, mas continuo a trabalhar para voltar ao onze“, afirma.

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André Almeida foi uma das “subidas” promovidas por Ivo Vieira. No início da época, o médio de 19 anos figurou no lote de jogadores que deram o salto para a equipa principal dos Conquistadores. “No inicio da temporada não pensava que ia fazer os jogos que fiz”, referiu, tendo, inclusive, aludido ao jogo contra o Arsenal, em Londres. “Foi um início de sonho”, resume.

No entanto, o leque de opções para ocupar o meio-campo do Vitória foi crescendo e o ímpeto inicial de André Almeida foi perdendo fulgor. Algo que não desanima o jovem. “Deixei de ser opção, mas continuo a trabalhar para voltar ao onze, para jogar, é aí que eu sou feliz”, atira, a partir de casa, numa conversa com os jornalistas através de vídeoconferência. “Não me sinto inferior. Estou ali para jogar e evoluir. Vou evoluir muito para no futuro ser melhor”

Há praticamente 11 anos nos quadros do Vitória, o vimaranense não esconde a satisfação por ter chegado à equipa principal: “Já desde pequeno que queria e quando somos pequenos sonhamos em grande. É um motivo de orgulho ver o meu pai — que também é adepto do Vitória — feliz por me ver jogar no estádio”. Posto isto, seria “um prazer e um orgulho”, usar, um dia, “a braçadeira do Vitória”.

Ainda está fresca na memória a conquista da Taça de Portugal frente ao SL Benfica. Tinha André 12 anos e na memória ficaram algumas referências na posição que ocupa: Tiago Rodrigues e André André, com quem partilha o balneário e que vê “como um exemplo”.

O trajeto para chegar à companhia dos melhores foi longo e o jovem acredita que há muitos jogadores com quem jogou nos escalões de formação que podem almejar alcançar o mesmo patamar. No entender do centro-campista há um pedigree a ter em conta: “Os jogadores do Vitória sentem o clube de forma diferente”.

E como é que o André sentiu o primeiro golo marcado de Rei ao peito, marcado contra o Rio Ave? “Foi o destino que me pôs ali”, assinala, aproveitando para lembar que “nunca tinha marcado um golo de cabeça. “Se me dissessem que o meu primeiro golo ia ser assim, não acreditava”, realça.

Para regressar aos golos, é preciso que os jogos regressem. E antes da bola rolar haverá um período de treino, uma espécie de mini pré-época. Algo que o vimaranense anseia. “Sinto muitas saudades de ter a bola nos pés, do ambiente antes dos treinos. Estou ansioso que comece. Quando for o melhor momento o Vitória vai-nos informar”, atira.

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