ANDRÉ COELHO LIMA ALERTA PARA “INFANTILIZAÇÃO” DA 3.ª IDADE NO CARNAVAL

Em declarações aos jornalistas após a reunião de câmara, André Coelho Lima referiu: “Pôr as pessoas a meio da tarde, na cidade, perante a indiferença geral, é algo que me custa.” Paula Oliveira admitiu que pode existir uma “reflexão alargada” sobre o modelo do Carnaval Intergeracional.

© Pedro Castro Esteves/ Mais Guimarães

No período antes da ordem do dia na reunião de câmara desta segunda-feira, André Coelho Lima apontou que o cortejo de carnaval de idosos. realizado na passada sexta-feira, representa, na sua opinião, uma “situação sensível e delicada”. Por isso, o vereador social-democrata disse não achar que “iniciativas que promovam a infantilização da terceira idade devam ser expostas na praça pública”, referindo-se ao Carnaval Intergeracional. Nas declarações aos jornalistas, o vereador frisou que esta não foi uma crítica “do ponto de vista político”: “Não há nenhuma crítica. Percebemos que houve alguma sensibilidade por parte do presidente de câmara em relação a isso. Ou seja, uma pessoa que nos habituamos a ver uma vida toda com uma determinada forma de ser e estar e depois, no fim da vida, entregue a uma instituição, tem um comportamento social diferente… é algo que nos deve fazer parar para pensar.” “O Carnaval pressupõe exposição pública de pessoas que estão a nosso cargo, a cargo das instituições. Algumas delas não estar em total esclarecimento para a exposição a que vão ser sujeitas”, apontou ainda André Coelho Lima.

O presidente do município reconheceu as críticas da oposição: “Aceito o que foi dito e é de dar nota dessa nossa preocupação. Se as IPSS e entidades associativas aceitarem que está tudo bem, aceitamos.” Isto porque, de acordo com a vereadora da Ação Social, Paula Oliveira, o modelo que tem servido de base para o Carnaval Intergeracional é “trabalhado com toda a rede social”: “Não é imposto nada a ninguém, a criatividade é total e dá-se o respeito pela autonomia de cada instituição. Confiamos nas instituições.” Contudo, a vereadora assumiu que pode existir “haver uma reflexão alargada sobre o modo como decorreu e que possa haver algumas alterações”. O Carnaval Intergeracional saiu à rua porque “a maioria das instituições” (no total de 38) “solicitaram à câmara que pudessem estar no espaço público e que pudessem mostrar e partilhar da sua alegria com todos aqueles que estivessem na rua”.

André Coelho Lima opinou em sentido contrário: “Pôr as pessoas a meio da tarde, na cidade, perante a indiferença geral, é algo que me custa.” O vereador da oposição referiu ser possível continuar com estas iniciativas “sem a mesma carga de exposição”. E frisou: “Os idosos não deixam de ser as pessoas que foram até aí, apesar de serem mais velhos. Começa a haver uma tendência para não os vermos assim.”

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