Associação de moradores repudia declarações de Victor Reis

Depois das declarações de Victor Reis, na conferência Urbanismo e Sustentabilidade – Políticas de Habitação, organizada pelo PSD Guimarães, na quarta-feira, dia 3, a Associação de Moradores de São Gonçalo vem repudiar com palavras duras as afirmações do ex-presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

Foto: João Morgado

Para esta associação, Victor Reis e “os autores da videoconferência deviam ter vergonha de falar num caso (roubo) aos moradores”. A associação acusa Victor Reis e o PSD de serem “responsáveis pelos valores das rendas dos prédios, juntamente com a famigerada, Assunção Cristas”.

Os moradores afirmam que Domingos Bragança “sempre mostrou vontade de adquirir os prédios do IHRU, desde que estivessem com as recuperações feitas”. Recorde-se que Victor Reis acusou a Câmara de Guimarães de “fugir com o rabo à seringa”, por não tomar conta deste património, tal como aconteceu em outros municípios pelo país. Para o ex-presidente do IHRU, a Câmara quer evitar a gestão de um problema com os moradores e os seus custos políticos.

A Associação de Moradores considera a nova lei de bases da Habitação, mais favorável aos moradores. “Lamentamos que o Sr. Vítor Reis, que nunca fez nada para resolver os problemas dos moradores, e nunca colocou os pés em Guimarães para ver a degradação habitacional do IHRU em Guimarães, tenha prestado semelhantes declarações. Melhor seria estar calado”, afirma a Associação de Moradores.

Em causa estão as afirmações de Victor Reis de que os moradores teriam sido “levados ao engano”, pelos partidos da geringonça, que lhes teriam dado a ideia que não teriam que pagar as atualizações das rendas.

O ex-presidente do IHRU diz que no seu consulado à frente do Instituto, entre 2012 e 2017, se deparou com rendas que não eram atualizadas há 40 anos.

 O ex-presidente do Instituto da Habitação alertou para o facto de já haver famílias que perderam ações em tribunal e que os despejos só não avançam porque estão a ser guardados na gaveta.

Victor Reis aponta como única solução para estes moradores acordos com o IHRU que permitam o pagamento faseado e falou em dívidas superiores a 25 mil euros.

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