Autárquicas à porta

Por Tiago Laranjeiro

Estão à porta as eleições autárquicas, que já é visível nas ruas e finalmente assunto na comunicação social e nas redes. Em Guimarães, temos este ano um número recorde de candidaturas, totalizando sete à Câmara e Assembleia Municipais.

A pandemia está também a afetar o “mercado político”, onde tradicionalmente o ambiente é mais quente do que está a ser este ano. O que surpreende, principalmente pela novidade das candidaturas do Chega, Iniciativa Liberal e PAN, forças políticas que se apresentam com grande impacto mediático e que têm tido um impacto disruptivo no panorama político nacional, mas que no plano autárquico, pelo menos em Guimarães, parecem estar muito apagadas. O que se vê até pela dificuldade em apresentarem candidaturas às Juntas de Freguesia, em que o Chega concorre apenas a quatro enquanto a Iniciativa Liberal e o PAN não se apresentam a nenhuma.

O Bloco de Esquerda apresenta-se renovado a estas eleições, com um candidato sólido e interessante à Câmara Municipal, Luís Lisboa, e contando com a experiência e o trabalho de Sónia Ribeiro para a Assembleia Municipal. Já a CDU aposta forte, ao apresentar Mariana Silva, um rosto bem conhecido dos Vimaranenses, com provas dadas e notoriedade; está na luta para recuperar o lugar perdido em 2017 na vereação. Já o Partido Socialista apresenta-se “renovado”, depois de uma novela política digna da série “House of Cards”, em que se percebe quem foi vitimado e quem aparentemente sai vencedor, mas em que não se percebe bem a quem coube a direção da orquestra. Certo é que o episódio das listas deixa fraturas no partido, como foi visível nos dias seguintes na comunicação social. Há largos setores do partido que não estão confortáveis com a “limpeza” na lista à Câmara Municipal (que teve eco também na lista à Assembleia Municipal), deixando antever uma campanha esmorecida em diversas partes do concelho. Como, aliás, tem sido esmorecida a candidatura concelhia, presente nas ruas apenas com outdoors a enunciarem obra feita, em letra miudinha e difícil de ler – como parece ser o propósito, dados os resultados menos bem conseguidos, para usar um eufemismo, neste mandato, na maioria das áreas governativas enunciadas.

Por oposição a este cenário de fragmentação e fragilidade, Bruno Fernandes encabeça a renovada coligação Juntos por Guimarães. Um candidato de terreno e com enormes qualidades, como até reconheceu o ex-presidente António Magalhães em entrevista a este jornal. Traz consigo uma vasta experiência autárquica, consolidada por 12 anos como Presidente de Junta, 8 como vereador, passando também, a nível profissional, por funções de coordenação e chefia numa autarquia vizinha. Um rosto presente e participativo da política local há duas décadas, Bruno Fernandes não é um novato, apesar de ser ainda jovem. E tem consigo grandes quadros políticos de Guimarães, como André Coelho Lima, Ricardo Araújo, Nuno Vieira e Brito e Vânia Dias da Silva em destaque nas listas municipais, e um rol de 48 fortes candidaturas às freguesias do nosso concelho. E lidera uma coligação do PSD e CDS, partidos com grande implementação e provas dadas, e que se apresentam unidos em torno desta candidatura, como dão disso sinal óbvio as listas que apresentam.

Bem mais relevante que tudo isso, para Guimarães, são as propostas que tem apresentado. Bruno Fernandes tem sido o único candidato a vir a público com as suas ideias. Apresentando propostas arrojadas para problemas sérios no concelho, onde são particularmente visíveis as fragilidades do atual poder político. Da habitação às políticas sociais, do turismo à economia e indústria, Bruno Fernandes tem vindo a apresentar soluções sólidas para o futuro do concelho. Perante um silêncio, ensurdecedor, das restantes candidaturas, até agora um deserto de ideias para o futuro.

Claro que sou suspeito em escrever o que aqui escrevo. A minha militância é pública. Mas o que aqui escrevo, escrevo-o com sinceridade: penso mesmo estar reunido o cenário perfeito para um surpreendente e excelente resultado para a coligação Juntos por Guimarães! Força, Bruno!

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