AVH quer atrair turistas de territórios próximos para “diminuir impacto da pandemia”

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A Associação Vimaranense de Hotelaria (AVH) que atrair turistas de territórios próximos de Guimarães para ajudar a restauração, hotelaria e os bares na luta contra os efeitos da pandemia Covid-19. Esta foi uma das ideias apresentadas esta terça-feira, ao presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança pela AVH. O autarca foi convidado pela associação para um jantar institucional. Nesse jantar estiveram representados vários sectores da restauração e da hotelaria vimaranense.

Ricardo Pinto da Silva, presidente da AVH, conta ao Mais Guimarães que foram propostas e debatidas um conjunto de ideias para minimizar o impacto da Covid-19. “Um dos focos foi na adoção de uma estratégia de comunicação da hotelaria e restauração. Já nos propusemos elaborar um plano de comunicação e marketing, não apenas para esta reabertura, mas algo mais duradouro”, conta.

A ideia é criar uma campanha de atração de visitantes a Guimarães. “Vamos focar-nos nas localidades à volta, como a Galiza e os distritos de Braga e do Porto. Temos de voltar a tentar esses mercados. Queremos apresentar Guimarães a pessoas de localizações próximas, ou convidá-las a revisitar o concelho”, explica. Segundo Ricardo Pinto da Silva houve uma “total recetividade”, por parte do autarca. “Comprometemo-nos a realizar esse plano, que estamos a realizar com uma empresa consultora”, frisa.

Ao presidente da autarquia chegaram também apelos à necessidade de criação de um sistema de incentivos aos setores. “Sabemos que isto passa mais pelas instâncias governamentais, mas falamos para que o presidente pressione o Governo nesse sentido”, refere. O jantar serviu precisamente para esclarecer algumas ideias e pontos futuros para a sobrevivência do sector da restauração e da hotelaria. “Começamos por evidenciar a enorme dificuldade que adveio para os empresários da hotelaria e da restauração derivado do covid-19. Estavam vários associados na mesa, alguns transmitiram que o nível de faturação atual, comparativamente com o período normal, é de 22% ou 12%”, aponta.  O presidente da AVH dá nota de um estabelecimento que encerrou definitivamente ainda durante o isolamento.  “Informaram-me recentemente que haveria outro que já teria encerrado definitivamente as portas. Contudo, do modo que está a retomar, designadamente nos restaurantes, prevê-se que, se a situação não melhorar, muitos poderão ir pelo mesmo caminho”, avisa.

Relativamente ao setor da hotelaria, a AVH desconhece casos de encerramentos. “A afluência de turistas e nula, por isso, se a restauração está mal, a hotelaria está ainda pior”, recorda. Olhando para o setor dos bares, a AVH fala numa “retoma menos negativa”, dada “a limitação e restrições de espaço e pessoas no interior dos estabelecimentos”. “Ainda existe muito medo nas pessoas, que é importante combater”, defende.

No jantar, os presentes fizeram ainda chegar presidente da autarquia o facto de se ter “gerado alguma confusão” na interpretação da lei quanto ao limite do horário de funcionamento. “Criou-se a ideia de que os bares só podem trabalhara até às 23h00. No nosso entender, a lei proíbe o atendimento a novos clientes e não que tenhamos de expulsar os que já estão no espaço”, explica. Segundo Ricardo Pinto da Silva, Domingos Bragança já terá agendado falar com o comando da PSP, no sentido clarificar um critério de fiscalização relativamente aos horários de funcionamento.  De resto, a PSP tem “marcado presença” no centro Histórico, no sentido de “controlar” o cumprimento das normas. “Aglomerados de pessoas são desaconselhados e daí até a presença da PSP”, aponta.

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