Bloco de Esquerda questiona Governo sobre despedimentos na Felpos Bomdia

Depois do Processo Especial de Revitalização ter sido rejeitado, a Felpos Bomdia abriu insolvência. Na sexta-feira passada, 36 dos cerca de 100 trabalhadores da empresa foram surpreendidos com cartas de despedimento.

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Criada em 1993, em Vizela, a Bomdia é uma empresa de têxteis lar em felpo de algodão. No final de fevereiro, foi requerida a insolvência desta empresa junto do Juízo Comércio de Guimarães. No dia 11 de abril, o Tribunal irá pronunciar-se sobre o destino a dar à empresa. A lista provisória de credores indicia dívidas a rondar os 2,5 milhões de euros.

Sabe-se que os trabalhadores da Bomdia não receberam o subsídio de natal de 2022, só receberam parte do salário de janeiro e não receberam nem os salários de fevereiro, nem de março.

No dia 31 de março, sexta-feira, 36 trabalhadores receberam cartas de despedimento, com efeito a partir do dia seguinte, ou seja, sábado, dia 1 de abril.

O Bloco de Esquerda, em nota enviada às redações, expressa “a sua total solidariedade para com os trabalhadores da Bomdia”. Consideram “urgente que o Governo intervenha no sentido de garantir a defesa dos direitos destes trabalhadores e das suas famílias que se encontram sem receber salários há mais de dois meses e que, neste momento, estão sem os seus postos de trabalho e sem proteção social, o que é inaceitável”.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questiona o Governo, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que medidas pretende tomar o Governo para que sejam assegurados os salários em atraso destes trabalhadores e para defender os postos de trabalho destes trabalhadores.

O partido pede ainda para que a Autoridade para as Condições do Trabalho efetue uma ação inspetiva à fábrica.

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