CASA DE SARMENTO: UMA REQUALIFICAÇÃO ADIADA

Foi aprovado, em reunião de Câmara, por unanimidade, a atribuição de um subsídio à Sociedade Martins Sarmento para comparticipar os custos de elaboração do projeto de reabilitação integral do edifício da Casa de Sarmento e sua adaptação ao funcionamento da Centro de Estudos do Património.

Apesar do voto favorável os de toda a vereação a proposta não passou isenta de críticas. André Coelho Lima congratulou-se com a aprovação deste subsídio mas lembrou que este é um processo que remonta a 1992, que voltou a ser abordado em 2002, e que voltaria a estar na na ordem do dia em entre 2011 e 2015. Para André Coelho Lima o edifício já devia estar recuperado desde 2003. “A Câmara assume agora, em 2018, aquilo que se espera é que à  terceira vez que é firmado o compromisso ele se cumpra”, afirmou o vereador do PSD.

André Coelho Lima recordou o presidente da Câmara que em tempos teria diro que “a Câmara não se pode substituir às instituições”, para depois questionar diretamente o presidente: “vai requalificar o edifício?”

Domingos Bragança confirmou que continua a ser de opinião que “a Câmara não se pode substituir às instituições”. Para o presidente nesta fase o importante é o projeto, relativamente ao modelo financeiro para a realização das obras, Domingos Bragança afirmou que no futuro “nós estamos disponíveis para também, em conjunto, na solução a encontrar, financiar esta Casa de Sarmento”. Em nenhum momento o presidente se comprometeu com a realização das obras de requalificação do edifício, que, segundo André Coelho Lima, é o único, no jardim do Carmo, que não está reabilitado

O edifício já foi alvo de uma intervenção de urgência, em 2015. Na altura o executivo camarário aprovou por unanimidade um financiamento de 16 mil e quinhentos euros para estas obras. Já naquela altura o vereador do PSD, André Coelho Lima, defendeu que a Câmara de Guimarães deveria assumir a requalificação do edifício onde viveu o arqueólogo Martins Sarmento. O vereador social democrata classificou, na altura, de “ligeira” a proposta, acusado o Município de ser “corresponsável pela utilização que levou ao estado atual do edifício”.

A proposta de subsídio agora aprovada tem um valor de cerca de 55 mil euros, destinados a comparticipar nos custos de elaboração do projeto de reabilitação integral do edifício e sua adaptação ao funcionamento da Casa de Sarmento – Centro de Estudos do Património. Este financiamento vem na sequência do protocolo instituidor celebrado, no passado dia 09 de junho de 2017 entre o Município, a Universidade do Minho e a Sociedade Martins Sarmento, da Casa de Sarmento – Centro de Estudos do Património. Nos termos do referido protocolo, o Município dispôs-se, expressamente, a manter o compromisso contemplado no Protocolo formalizado em 28 de janeiro de 2002 entre as referidas entidades, no que toca à reabilitação do edifício sede da Casa de Sarmento.

É nesta medida que André Coelho Lima afirma, com alguma ironia, “que este protocolo é em tudo igual ao que foi celebrado em 2002, ou seja, quinze anos depois faz-se outra vez o mesmo”.

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