Com “o maior orçamento de sempre”, programação das Gualterianas gera descontentamento

Apesar de saudar o regresso das Festas da Cidade e Gualterianas, Ricardo Araújo, vereador da coligação Juntos por Guimarães, disse estar “desapontado pela falta de ambição” do cartaz das festividades.

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Este foi um dos assuntos que marcou a reunião do executivo municipal, esta quinta-feira, no período antes da ordem do dia, no qual o vereador vincou que “a cultura erudita não pode menosprezar a cultura popular”.

Lembrando o cariz popular das Festas Gualterianas, um dos eventos de “afirmação da cidade”, Ricardo Araújo disse que a “programação não pode ser segmentada” e deve ir de encontro aos “diferentes públicos”.

Na sua resposta, Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal, assumiu que “Guimarães está no topo do investimento na cultura e na investigação cultural” e mostrou-se disponível para aumentar o orçamento afeto às Gualterianas. O edil vimaranense lembrou ainda a diversidade cultural que reconhece em Guimarães, que está refletida nas diferentes propostas culturais apresentadas ao público todos os fins de semana, algo que diz “não acontecer em todas as cidades”.

Em declarações aos jornalistas, Ricardo Araújo acrescentou que no seu ponto de vista “o programa podia ser mais ambicioso, nomeadamente na dimensão de festa”, criticando a “tendência elitista do partido socialista para a cultura, afastando aquilo que é popular”.

Paulo Lopes Silva, vereador da cultura, garantiu que “o município está atento às reações da população” e admitiu “algumas reações menos positivas relativamente ao cartaz”.

De acordo com o vereador, os artistas cabeças de cartaz anunciados – Camané e Expensive Soul – foram a aqueles que mais geraram descontentamento, que representam cerca de 15% do orçamento total de 250 mil euros.

“Não cabe ao decisor político fazer a programação das festas. É um papel que caba aos diretores artísticos e dos programadores”, esclareceu.

Relativamente à noite dedicada a uma banda vimaranense, que habitualmente acontecia no domingo à noite e que foi extinta da programação desde ano, Paulo Lopes Silva esclarece que “esse era um momento que conflituava com o despique das bandas”.

Assim, disse entender que “as bandas têm implantação local e quem vai às festas e romarias do concelho percebe a receptividade que elas geram nas pessoas”. Assim, colocar um concerto “exatamente à mesma hora, para o mesmo tipo de público e para o mesmo tipo de artistas, criaria um conflito”.

No que à aposta no fado diz respeito, com três noites dedicadas a esse estilo musical, Paulo Lopes Silva refere que “a tradição de fado no Largo de Donães tem vindo a crescer e tem colhido, da parte da população, uma maior receptividade”.

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