Conselho Vitoriano valida eleições do Vitória SC e afasta qualquer irregularidade no processo

O Conselho Vitoriano do Vitória SC concluiu não existir qualquer irregularidade no processo eleitoral que decorreu a 13 de junho e que culminou com a eleição de Rui Rodrigues para a presidência do clube.

© VSC

A posição foi tornada pública esta quarta-feira, 17 de junho, através de um comunicado emitido após uma reunião extraordinária do órgão consultivo, realizada sem a participação dos seus membros que integraram listas concorrentes às eleições.

Segundo o Conselho Vitoriano, foram realizadas diligências junto dos serviços do clube, da Mesa da Assembleia Geral e do Conselho de Jurisdição, tendo sido analisada toda a documentação relativa ao ato eleitoral, não tendo sido identificada “qualquer irregularidade no processo eleitoral realizado”, refere o comunicado.

Processo eleitoral decorreu “em plena conformidade estatutária”

O órgão destaca que todas as fases preparatórias da eleição respeitaram os Estatutos do Vitória SC, desde a elaboração dos cadernos eleitorais até à definição dos procedimentos de votação.

Segundo o comunicado, os cadernos eleitorais foram validados e disponibilizados aos sócios e todas as regras relativas à identificação dos eleitores, validade dos votos e composição das mesas foram previamente acordadas entre as candidaturas e a Mesa da Assembleia Geral. “A pré-organização do ato decorreu em plena conformidade estatutária”, sustenta o Conselho Vitoriano. O órgão acrescenta ainda que durante o dia eleitoral “tudo decorreu dentro da maior normalidade e legalidade”.

Conselho esclarece voto por correspondência

Um dos temas que tem estado no centro da contestação apresentada pela Lista C, liderada por Viriato Sampaio, foi igualmente abordado pelo Conselho Vitoriano.

De acordo com o órgão, foram considerados válidos 49 pedidos de voto por correspondência apresentados até ao prazo estatutário de 29 de maio. Os restantes pedidos não reuniam os requisitos exigidos pelos Estatutos, por envolverem sócios menores de idade, residentes no concelho de Guimarães ou associados com categoria de sócio correspondente. Dos 49 pedidos admitidos, deram entrada 33 votos até à data-limite prevista.

“Relativamente ao voto por correspondência, foram validados 49 pedidos até ao prazo estatutário de 29 de maio. Desses 49 votos, foram recebidos 33 até à data-limite de receção. O processo foi integralmente cumprido”, refere o comunicado.

Recontagem não é permitida pelos Estatutos

O Conselho Vitoriano pronunciou-se também sobre o pedido de recontagem apresentado pela Lista C após a divulgação dos resultados, esclarecendo que os Estatutos do clube não permitem esse procedimento após o encerramento formal da Assembleia Eleitoral. “Após a apresentação dos resultados e com as mesas encerradas e as urnas lacradas, o ato eleitoral está encerrado, não sendo estatutariamente admissível qualquer pedido de recontagem”, explica o órgão.

Segundo o comunicado, essa interpretação foi igualmente transmitida pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Henrique Faria, aos representantes da candidatura.

Assinaturas das atas reforçam legitimidade do processo

O Conselho Vitoriano considera ainda que a regularidade das eleições ficou demonstrada pela atuação dos representantes das várias listas presentes nas mesas de voto. O órgão destaca que os membros nomeados pelas candidaturas e os presidentes das mesas assinaram os cadernos eleitorais e a ata da Assembleia Geral Eleitoral sem qualquer reserva ou protesto formal. “A unanimidade dos elementos presentes nas mesas de voto constitui o testemunho mais sólido e inequívoco da regularidade e lisura de todo o processo”, sustenta o comunicado.

Conselho subscreve parecer do Conselho de Jurisdição

O Conselho Vitoriano decidiu subscrever integralmente o parecer anteriormente emitido pelo Conselho de Jurisdição, que também concluiu pela inexistência de irregularidades e validou formalmente o ato eleitoral. O órgão rejeita ainda as críticas e suspeições lançadas sobre os responsáveis envolvidos na organização e fiscalização das eleições. “O Conselho Vitoriano rejeita veementemente qualquer questionamento à idoneidade dos membros dos órgãos sociais e de todos quantos participaram neste ato eleitoral”, refere.

Elogios à Mesa da Assembleia Geral

O comunicado termina com uma palavra de reconhecimento aos serviços do clube e à Mesa da Assembleia Geral pela condução do processo. Em particular, o Conselho Vitoriano destaca o papel do presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Henrique Faria. “Merece reconhecimento público o esforço incansável dos serviços do Vitória Sport Clube e da Mesa da Assembleia Geral, em particular do seu Presidente, Dr. João Henrique Faria, cuja preparação meticulosa, autoridade e isenção foram determinantes para garantir um ato eleitoral digno do Vitória Sport Clube.”

Apelo à união após semanas de tensão eleitoral

Depois de vários dias marcados pela contestação da Lista C relativamente aos resultados das eleições, o Conselho Vitoriano deixa um apelo à união dos associados em torno do futuro do clube. “O Vitória Sport Clube entra agora num ciclo decisivo para o seu futuro. É tempo de unidade, de compromisso coletivo e de concentrar todas as energias no projeto que os sócios escolheram. É isso que o Vitória merece”, conclui o comunicado.

A posição agora assumida pelo Conselho Vitoriano reforça a validade do ato eleitoral que elegeu Rui Rodrigues presidente do Vitória SC, depois de uma das eleições mais disputadas da história do clube, decidida por uma diferença de apenas dois votos face à candidatura liderada por Viriato Sampaio.

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