DE GUARDA-CHUVA EM RISTE, OS VIMARANENSES CAMINHARAM CONTRA A DIABETES

Participantes de todas as idades saíram à rua numa manhã chuvosa em Guimarães. “Pôr as pessoas a mexer” foi o mote, numa ação que fechou a semana dedicada à prevenção da diabetes.

© Pedro Castro Esteves/ Mais Guimarães

A chuva não deu tréguas, mas a determinação dos participantes levou a melhor. De guarda-chuvas em riste, mais de uma centena de vimaranenses (e não só) fecharam a semana dedicada à prevenção e sensibilização para a diabetes com uma caminhada com início e fim no Largo do Toural. A semana, que começou, com o “Corre Corre”, terminou como começou: a pedir à população para dar corda aos sapatos e sair à rua.

“No fundo é pôr a população a mexer”, sintetiza Cristina Cunha, que lidera o pelotão pela Rua de Santa Maria acima. A Assistente Hospitalar De Medicina Interna do Hospital Senhora de Oliveira, contacta todos os dias com pacientes diagnosticados com diabetes e esteve presente “em praticamente todos os eventos” da semana dedicada à problemática. A caminhada simboliza o fim de uma semana que “correu muito bem”

“Estamos a falar de uma doença que atinge, só na cidade de Guimarães, mais de 10 mil pessoas, na área de influência do hospital à volta de 30 mil pessoas. É uma doença muito comum e que, no caso da tipo II, é prevenível”, vinca. Salienta também que todas as iniciativas do género que apelam à participação comunitária “são de louvar”. Segundo os números da organização estiveram presentes 150 pessoas.

Uma delas é Paula Oliveira que veio a Guimarães participar na segunda caminhada do fim-de-semana. Depois de participar em Fafe, trouxe a família e fez o percurso de Guimarães. O filho de Paula tem oito anos e foi diagnosticado com diabetes tipo I aos seis com a doença. “Ainda há muita gente que ainda não sabe bem o que é a diabetes e que afeta gente de todas as idades”, diz.

Colocar holofotes na doença

Cristina Cunha sublinha que “há alguns participantes têm diabetes tipo I”, nomeadamente os mais novos, que são seguidos na consulta de pediatria no Hospital. “Aderem em força a este tipo de iniciativas”, vinca. Iniciativas importantes para colocar holofotes sobre a problemática: “Dos 13% de pessoas que têm a doença, mais de metade está por diagnosticar.” Por isso, destaca a importância dos rastreios de risco feitos no Hospital e na Plataforma das Artes durante o dia de sábado.

Quem deverá ter participado em muitas destas iniciativas é Maria Leocádia. “Sou do Lions e participo em todas. Em caminhadas, seja do cancro da mama, diabetes tento estar sempre presente”, afirma.

“Pôr a cidade em movimento é positivo. Com este tempo até pensava que não ia acontecer. Como dá para ver a força das pessoas é muito grande”. Maria não é diagnosticada com diabetes, mas está ligada à área da saúde. Pensa que a prevenção deveria ser feita desde cedo: “nas escolas”.

A semana de prevenção e sensibilização chegou ao fim com a chegada dos participantes ao Toural, cerco de meia hora depois da caminha ter começado. A iniciativa e a semana contou com a colaboração do Hospital da Senhora da Oliveira da Unidade Coordenadora Funcional da Diabetes, a Câmara Municipal de Guimarães, o ACES do Alto Ave e o Lions Clube de Guimarães.”

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